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Silent Hero

Capítulo 2 — caçador urbano.

Capítulo 2 — caçador urbano.

Jul 12, 2026

 ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※
※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ 

— Temos que chegar na terra dos elfos o mais rápido possível, Haito-sama — disse a sacerdotisa, andando ao lado do rapaz. A escuridão da noite havia dado espaço para o brilho vermelho do sol de sangue. Os dois já estavam longe da caverna escura. 

Pelo Solo alaranjado, arbustos ressecados cobriam o chão próximo às árvores de galhos negros. Além disso, não havia mais nada. A neblina da manhã envolveu a floresta, tal como o silêncio a submergiu. Sem pássaros, sem cigarras cantando — apenas a ausência.

— Terra dos elfos? — ele perguntou, focado em seus próprios sapatos, chutando uma pedra do chão. 

— Sim, lá é a última resistência contra os demônios… — a mulher respondeu, cerrando os olhos. Sua voz ganhou uma qualidade nova de seriedade, fazendo Haito olhá-la de soslaio. 

“Elfos…” pensou, voltando a concentrar-se no chão.  

— Lá tem equipamentos bons para você, Haito-sama! Dignos de um herói — declarou com os lábios sorridentes, juntando as mãos, inclinando-se na direção dele. Em resposta, o rapaz acenou com a cabeça, a olhando. 

“Ela quer que eu use uma armadura e espada? Não saberia usar.” 

※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※

O sol vermelho estava mais baixo no céu. A luz avermelhada que o próprio irradiou no começo do dia decaiu. As planícies laranjas salpicadas por troncos pretos e pontiagudos sem folhagem alguma se abriam em volta de uma construção. Nada mais que uma casa de concreto abandonada. Desprovida de janelas ou portas e camas, tudo que havia restado era aquele fogão de lenha rústico. 

Fome — era uma necessidade que havia feito aqueles dois pararem sua caminhada. Com um ronco do estômago, a hora do almoço foi anunciada, mesmo que de forma involuntária. 

— Herói-sama, me desculpe… — murmurou, segurando a barriga com as mãos, encolhida. 

“Por que ela tá se desculpando?” 

— Podemos dar uma parada. Talvez tenha algo para comer por aqui — o rapaz afirmou, olhando os escombros da antiga casa. 

Entrando na casa, Haito verificou os armários em bom estado, vendo que estavam vazios. Tudo que poderia ter naquele lugar já havia sido saqueado. Uma pequena panela acima do fogão chamou sua atenção.

“Dá para cozinhar algo nela, eu acho.” Pensou, pegando a panela nas mãos, verificando se poderia usá-la. 

— Haito-sama? — perguntou, parada atrás dele. 

“Tem alguma coisa para comer nessa floresta? Eu não vi nenhum animal ou coisa do tipo.”

Abaixando-se, olhou atentamente para o chão da casa, tateando o fogão à lenha. Puxando o molde de metal que ficava em cima da estrutura de tijolos, foi possível acessar o abastecimento de carvão. Havia pouco. 

— Não tem comida aqui. Podemos usar a panela para pegar água e esquentar usando o carvão — o rapaz disse, levantando-se.

— Temos que achar água antes, fervendo-a, será seguro de tomar — completou, saindo da casa, com a mulher seguindo atrás — Entendi, Herói-sama! — sorriu, acelerando o passo, saltitando.

※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※

— Isso foi rápido — Haito afirmou, enquanto os dois olhavam para o lago generoso que haviam encontrado. A água tornou-se avermelhada pela reflexão do céu, assemelhando-se à um mar de sangue. Quando posta na panela, ganhou a transparência típica da água comum. 

“Isso é bom, dá para ferver…” pensou, aliviado. A fome seria enganada caso se hidratassem. Ao menos, não morreriam.

— Podemos voltar agora, já temos água — disse, movendo-se para a saída do pequeno lago que era cercado por galhos e arbustos densos, porém, a mulher não o seguiu. 

— Então… — a mulher sussurrou, mudando o peso de um pé para o outro, com a cabeça baixa — Haito-sama, eu preciso… hum… você sabe… — balbuciou, apertando as mãos com o rosto avermelhado. 

“Eu já entendi, você pode ir mijar ou Algo do tipo.” 

— Eu vou levar a panela com água lá para a casa, por enquanto, pode fazer o que precisa ser feito — falou, voltando a andar. 

— O-obrigada, Herói-sama… — confessou, olhando para o chão. 

Sua mãe sempre disse que mulheres eram sensíveis com esse tópicos ou algo do tipo. Na verdade, nem sabia se foi sua mãe que lhe disse isso. Provavelmente não foi. Ela raramente conversava com ele. 

※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※
※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ ※ 

Já na margem do lago, a sacerdotisa deixou seu manto branco e túnica nas árvores próximas, entrando nua na água do rio. A luz avermelhada do céu beijou sua pele lisa e levemente rosada. Os cabelos longos e loiros cairam como uma cachoeira dourada por suas costas. Ela lentamente mergulhou o corpo na água, suspirando calmamente, fechando os olhos. 

— Que bela visão… — uma voz sussurrou, com a qualidade esganiçada de um disco arranhado, vindo dos arbustos. A mulher não se virou imediatamente, olhando para o arbusto de soslaio, seus grandes olhos cerrados. 

— Espiar é errado, Herói-sama… — sussurrou, sorrindo suavemente. Com as mãos cobrindo seu busto, virou-se na direção da voz. 

Seu sangue gelou instantâneamente — o calor lúdico do lago morreu. Na sua frente, algo que não era humano em nenhum sentido. Pernas e braços finos e peludos, totalizando quatro no total. O corpo da coisa projetou-se para frente, exibindo seu torso de carne avermelhada. Nas costas, pequenas asas compactadas, formando um manto transparente, adornado por veias roxas. 

— Sim... É erradamente saboroso… — silabou com gosto, com sua boca disforme em formato de canudo. Os olhos daquele ser eram subdivididos em incontáveis círculos. Com aquelas mãos ossudas e peladas, ele as esfregou uma contra a outra, zumbindo. 

— El Mosco… — ela suspirou, arregalando os olhos azuis. Sua boca ágape, travada em uma expressão de choque. Lentamente, recuou para trás, parando morta quando ele a respondeu. 

— Me conhece? Interessante… — disse, emitindo mais daquele zumbido nauseante. Seus olhos irradiaram um brilho rosa, antes que ele desse um passo para fora dos arbustos. 

E então, a mosca humana voou na direção dela. Sem poder resistir, a mulher foi pega pelos cabelos, se debatendo, gritando. Com as mãos, arranhou os antebraços do homem-mosca sem parar, mas não adiantou. 

Arrastada para a margem do lago, jogada no chão de areia e terra, a sacerdotisa havia sido subjugada por ele. Com a calma metódica de um robô, El Mosco segurou os braços dela sob a cabeça, esfregando seu segundo par de mãos peludas. 

Ficando imóvel, a mulher virou a cabeça para o lado, deixando uma pequena lágrima cair de seu olho, escorrendo até o chão. Havia fechado os olhos. 

Aquela luz rosada irradiou novamente pelas órbitas oculares do homem-mosca, antes que ele começasse a se aproximar dela. 

Uma pedra estalou contra o crânio dele — Hã?!! — exasperou-se, voando para longe da mulher, segurando o pequeno corte acima do seu olho esquerdo, sentindo o fluído preto pulsar para fora — Quem fez isso?! — gritou, olhando freneticamente para os arredores. 

— Socorro! Haito-sama! — ela gritou, correndo desajeitadamente até a figura que surgiu dos arbustos. Um rapaz com cabelos pretos, usando roupas nunca antes vistas pelo homem-mosca. 

— Se cobre com isso aqui — Haito disse, tirando seu casaco e jogando para a sacerdotisa, que apenas pegou-o no ar. Suas bochechas ruborizaram, enquanto os olhos encheram-se de lágrimas. 

— Haito-sama… eu estava com tanto medo… — sussurrou de forma trêmula, com os dentes cerrados, agarrando-se no braço dele. 

O rapaz torceu o rosto, afastando-a com a mão livre, a derrubando no chão sem querer. 

“...” 

Olhou para a expressão magoada e confusa da garota assustada no chão, sem dizer nada, apenas desviando o olhar. 

— Desgraçado! — o homem-mosca rugiu — Não me ignore! — completou. Os grandes olhos daquele ser encheram-se de uma forte luz rosa-choque. 

“Eu não gosto disso…” pensou, começando a ouvir um chiado na sua cabeça. Com um passo para frente, o rapaz pegou a pequena gilete, posturando-se na frente da criatura. 

——!!! 

El Mosco voou na direção dele, os fazendo colidir em uma árvore próxima. Haito soltou um chiado doloroso entre os dentes cerrados ao sentir o impacto em suas costas, mas rapidamente revidou, apertando os pulsos peludos que estavam agarrados em seus ombros. A força do aperto foi insuficiente — Kukukuku… Humano fraco! — o homem-mosca riu, usando seu segundo par de braços para enforcar Haito. 

Sentindo a traquéia ser bloqueada, arregalou os olhos — morreria asfixiado. Sua visão já estava embaçando e escurecendo. Os pés de Haito amoleceram, igual aos seus braços, pendendo ao lado do corpo suspenso no ar pelo homem-mosca. 

Dentro do seu crânio, aquele chiado irritante aumentou ainda mais.

“...”

— Haito-sama!! — ela gritou, rasgando os pulmões. 

“Para.”

— Kukukuku!!!! — El Mosco riu histericamente, aproximando a boca de canudo no rosto do rapaz. 

“Cala a boca…”

Pulsou de novo, mais forte e alto. 

De forma abrupta, Haito golpeou o rosto do monstro mosca com uma cabeçada. Quando ele não o largou, o rapaz lhe dá outra, cortando a testa no processo. As mãos, até então moles ao lado do corpo, pularam, afundando os polegares dentro daqueles olhos de luz rosada.

— Hugh! — El Mosco rangiu os dentes, arremessando Haito para longe, agarrando os olhos com as quatro mãos — Maldito… — chiou, encarando o rapaz se levantar do chão com a visão manchada de preto. 

— Para de fazer barulho… — Haito ofegou, antes de correr desengonçado na direção dele. Quando chegou perto, arremessou-se, derrubando os dois no chão. Freneticamente, agarrou o pescoço trapezoidal do homem-mosca, o apertando. Em retaliação, El Mosco arranhou seu rosto. 

— Filho da puta… — Haito disse, antes de levantar o punho fechado e acertar a cara do monstro mosca, amassando ainda mais os olhos já machucados dele. No ritmo de seu batimento cardíaco, o rapaz esmurrou o rosto do homem-mosca, que por algum motivo, não revidou. 

A cada soco, aquele brilho rosa se apagava mais, até que a tonalidade rosada foi substituída por um escuro cinza e opaco. Os membros de El Mosco caíram no chão, como uma marionete com suas cordas cortadas. Abaixo de Haito, o que restou foi uma criatura com o rosto desfigurado. 

“...”

Virando-se para o lado, Haito ficou deitado no chão, olhando para cima, mortificado, respirando rapidamente. A qualidade viscosa e melequenta estava novamente impregnada em suas mãos. O coração golpeava dolorosamente contra a caixa torácica.

Sua visão caiu para a mulher ainda sentada no chão. Ela havia assistido tudo, o olhando com alívio — Herói-sama… — disse, encarando-o fixamente.

Ainda com o corpo trêmulo, Haito se ergueu do chão, mancando até a margem do lago.  

— Vamos pegar a água… E ir embora — afirmou, lavando as mãos na corrente de água. 

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