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Medre, Garota.

CAPÍTULO SETE - O Nome Dele

CAPÍTULO SETE - O Nome Dele

Aug 02, 2026

MEDRE, GAROTA

Uma história sobre partir e ser perseguida.

Escrito por Juliana Resende

* * *

Copyright © 2026 Juliana Resende. Todos os direitos reservados.

Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou distribuída de qualquer forma sem a autorização prévia por escrito da autora.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens e acontecimentos são produtos da imaginação da autora. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, é mera coincidência.

* * *

CAPÍTULO SETE — O Nome Dele


— Então, Anna — ele disse, encostando no balcão. — O que te trouxe a essa balada?

— Saída com amigas. Minha prima e as amigas dela. Quiseram me fazer uma surpresa.

— Pelo seu aniversário.

— É.

— Tenho certeza de que está se divertindo. — Os olhos dele percorreram meu rosto do jeito que se estuda alguma coisa que se vai lembrar depois. — Aliás, você mencionou seu nome?

— Mencionei?

— Mencionou.

— Acho que não. Mas é Anna.

— Ethan.

Ele não estendeu a mão. Só disse. Como se o nome fosse suficiente.

— Você é muito charmoso, sabia? — eu disse, e na hora quis voltar atrás.

— Faço o meu melhor. — Ele riu. — Então, posso te pagar aquele drink agora? Ou prefere dançar?

— Que tal a gente dançar primeiro, e você me paga um drink depois?

— Vai na frente, aniversariante.

A gente dançou.

Eu tinha ido a bailes antes — bailes de escola, casamentos, os quinze da minha prima. Eu tinha me movido na vizinhança da música sem nunca sincronizar totalmente com ninguém. Com o Ethan foi diferente. Ele conduzia sem ser pesado, do jeito que bons dançarinos fazem, a mão dele no fim das minhas costas guiando mais do que dirigindo. O salão borrou. Meu corpo soube o que fazer sem me consultar. Por três músicas, a gente existiu num lugar que não tinha mais ninguém.

Quando paramos, ofegantes, eu disse:

— A gente pode subir um segundo? Tô com sede.

— Claro.

Ele comprou os drinks. Chamou o barman pelo nome — Pietro, o que me fez rir, internamente, pela lógica de cidade pequena de tudo aquilo — e voltou com dois copos e a gente encostou no balcão como se a gente se conhecesse há muito tempo.

— Então, no que você trabalha? — perguntei.

— Isso é uma entrevista?

— Não, só curiosidade.

— Sou arquiteto. E às vezes dou palestras na universidade.

— São duas pessoas diferentes.

— Às vezes parece. — Ele inclinou a cabeça. — E com quantos anos você tá pra dar palestras, posso perguntar?

— Maduro o bastante pra ser arquiteto. Bem novo pra ser professor. — Ele sorriu. — Sou assistente meio período. E você?

— Arquitetura de interiores, talvez. Ou design de moda. Ainda tô descobrindo.

— Já pensou em seguir?

— Sim. Mas é competitivo. Talvez eu tenha que me mudar pra uma cidade maior.

— Não se diminua. Se é algo que te apaixona, vai em frente.

— Obrigada.

Falei pra ponta do balcão. Acho que eu falei sério.

A música ficou mais lenta. Ele me olhou por um momento longo, sem falar nada, e eu senti a conversa virar de um modo pra outro — de conhecendo você pra alguma coisa mais deliberada.

— Vou no banheiro — eu disse, porque eu precisava de um segundo pra respirar.

— Claro.

Saí. No espelho olhei pro meu próprio rosto e quase não reconheci. Corada. Olhos brilhando. Eu fazia dezoito anos no dia seguinte e estava conversando com um homem que tinha acabado de conhecer e queria, muito, que a noite não acabasse.

Quando voltei, a Bonnie e a Olivia estavam perto da porta. A Megan tinha sumido.

— Ela foi com o Bruno — disse a Olivia. — A gente vai sair daqui com uns caras. Vai com a gente?

Eu conhecia a reputação da Bonnie e da Olivia. Sair daqui com aqueles caras em particular era uma coisa pra qual eu não tinha pulso aquela noite.

— Tudo bem. Eu espero vocês aqui. Não precisam se apressar.

— Já sei por que você quer ficar — disse a Bonnie, com um sorriso.

— Quem é aquele deus com quem você tava dançando? — sussurrou a Olivia.

— Ele é lindo — disse a Bonnie.

— É. Ele é.

— Te ligo quando a gente tiver saindo. Pode demorar.

— Sem problema.

Elas saíram. Eu voltei pro bar.

O Ethan estava sentado onde eu o tinha deixado, conversando com o Pietro.

— Ethan — eu disse. — Vai me pagar aquele drink agora?

* * *


Julianaresendee1
Jararts

Creator

#obsession #romance #Revenge #jealousy

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Medre, Garota.
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Ela saiu de Veneza com uma mala e a certeza tranquila de que finalmente estava livre.

Não estava.

No verão em que Anna fez dezoito anos, ela conheceu Ethan - charmoso, mais velho, o tipo de homem que faz você se sentir a pessoa mais interessante de qualquer ambiente. Ela não reconheceu os sinais. Ela ainda não sabia que calor e posse podem usar a mesma cara.

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Essa tá só começando.

Copyright 2026 Juliana Resende. Todos os direitos reservados.
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