Quando as cortinas se fecham, tudo o que resta é o silêncio.
Quando as páginas de um livro acabam, só resta a memória daqueles momentos em que estiveram juntos.
Nunca se verá a mesma peça duas vezes. As histórias contadas nunca se repetem de verdade.
Quando uma vida se esvai, o que resta para aqueles que ficaram, além do silêncio sufocante de uma alma dilacerada forçada a continuar existindo?
Tudo pelo que ele poderia ansiar já não importava mais.
Só lhe restava desvanecer.
Havia um tipo de benevolência distorcida no oblívio.
Não era liberdade, mas existiam desejos gananciosos demais para alguém cujo pecado de existir de forma tão vil estava gravado em sua alma.
Talvez, ele não sabia, aquilo poderia ser chamado de alívio.
E uma réstia de esperança de nunca mais cruzar o caminho daquela pessoa, em nenhuma vida. Talvez assim, ele não destruísse tudo novamente.
E um desejo egoísta, de que em outro mundo, seus destinos miseráveis pudessem ser um pouco diferentes.

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