Kelly Rowland tinha 17 anos e nunca imaginou que suas férias na casa da tia Eva se transformariam em uma aventura completamente extraordinária. Sempre curiosa, ela ouvira seus primos falando sobre uma floresta que, segundo eles, surgira do nada. E, incapaz de resistir à curiosidade, decidiu investigar.
A floresta era mais linda do que qualquer coisa que Kelly já vira. Árvores altas com folhas brilhantes, flores coloridas espalhando fragrâncias pelo ar e um silêncio que parecia sussurrar segredos ancestrais. Ela caminhou entre as árvores, maravilhada, até perceber que o tempo havia passado rápido demais.
— Certo, hora de voltar para casa — ela murmurou para si mesma, começando a caminhar de volta.
Então, uma borboleta brilhou à sua frente. Não era uma borboleta comum: suas asas brilhavam com todas as cores do arco-íris, parecendo brilhar com luz própria. Antes que Kelly pudesse reagir, a borboleta voou em direção a um lago próximo, desaparecendo sob a superfície.
— O quê? — Kelly sussurrou, confusa. — Uma borboleta… debaixo do lago? Isso não faz sentido!
Movida pela curiosidade, Kelly seguiu a borboleta e, sem perceber, descobriu uma caverna submersa que a puxou para um novo mundo. Ela tentou retornar pelo mesmo caminho, mas não havia mais caminho. Ela estava presa. Sem teto. Com fome. Sem roupas. Sem família.
— Ótimo, Kelly… você se meteu numa enrascada — murmurou ela, tentando acalmar o pânico. — Mas eu vou dar um jeito de voltar para casa. Até lá… acho que vou ter que me virar sozinha.
Enquanto vagava pelo terreno desconhecido, sua fome falou mais alto. Foi então que ela viu uma árvore enorme, carregada de morangos brilhantes, maiores do que qualquer outra que ela já tinha visto. Sem pensar duas vezes, Kelly colheu um e deu uma mordida suculenta.
— Estranho: Quem te disse que você poderia comer dos meus morangos?
Kelly engasgou e olhou ao redor, assustada. Uma jovem de cabelos castanhos e olhar firme se aproximou dela.
— Desculpa… é que estou com muita fome… — disse Kelly, ainda comendo.
— Como você ainda está com fome? — exclamou a estranha, franzindo a testa. — Você devorou o medronheiro inteiro!
— Desculpe… — Kelly abaixou a cabeça. — Meu nome é Kelly. Você poderia… talvez me dar alguns morangos do pé?
— Tudo bem, Kelly, não é? — a garota sorriu levemente.
— Sim, eu sou a Kelly… — ela suspirou profundamente. — Sem família, sem comida, sem abrigo, sem amigos. Uma completa ninguém…
— Meu nome é Sara, Sara Kogut — respondeu a jovem. — Kelly, você pode vir morar comigo e com minha avó, já que você não tem ninguém.
— Isso é ótimo! — Kelly deu um suspiro de alívio.
— Mas você terá que trabalhar comigo, ok? — Sara acrescentou séria.
— Sim, claro! — Kelly concordou rapidamente.
— E de onde você é exatamente? — perguntou Sara, curiosa.
— De um lugar muito distante — respondeu Kelly, evitando entrar em detalhes.
— Tudo bem, se você não quer me contar… tudo bem — disse Sara, com um sorriso gentil.
Kelly sorriu timidamente e disse que apreciava que Sara entendesse sua situação.
Sara, por sua vez, olhou para ela pensativamente. Não tinha certeza se Kelly realmente entendia tudo ou se estava apenas fingindo gratidão.
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