É difícil continuar a saga do Serp.
Quando eu tava fazendo, lá por uns 3/4 anos atrás, eu usava ela quase como uma terapia. Uma conversa comigo mesmo, mesmo sem uma referência direta.
O problema é que de lá pra ca, minha vida virou do avesso
e muita coisa que eu acreditava ou que no momento eu passava, hoje em dia eu já vejo completamente com outros olhos. Eu tive muita perda pelo caminho. Muitos baldes de água fria e muita realidade jogada na minha cara.
Pensei muito em começar de novo a Saga exatamente por esse motivo, mas pensando melhor, não é por que hoje esteja diferente que como eu estava na época vai ser invalidado.
Então decidi contar a mesma história, porém com outro ponto de vista.
Não vou garantir que vai ser frequente, mas que vai sair quando precisar.
O Serp é uma terapia. É o que desmascara e o que consola. É o refúgio e ao mesmo tempo, algo que não está ali.
O Serp é tudo que eu temo e preciso ao mesmo tempo.
O Serp sou eu e não é.
Lovesong é uma das minhas preferidas do The Cure. Acho interessante que ao mesmo tempo que parece uma declaração pra alguém, ela em nenhum momento se refere a alguém em específico, fora o próprio sujeito e como ele está diante aquilo.
E a idéia do Serp é algo bem por aí.
Comments (110)
See all