Não será difícil ser notade com essa roupa. Vermelho como o sangue que corre em minhas veias. Péssima ideia. Todos estão vestindo tons claros, praticamente pastéis. Ser refinado é assim? Entediante? Sou ê mais chamative aqui e isso não me agrada. Todavia, talvez eu possa usar ao meu favor.
Não posso ir diretamente ao príncipe. Seria suspeito. Nobres já estão fazendo fila para se aglomerarem ao seu redor. Esse é o momento em que devo me comprometer com meu papel nessa peça: uma ingênua, feminina garota que foi seduzida pelos lindos olhos da realeza. Estou à altura desse trabalho. Eu espero. Como eu poderia recusar? 30 mil possunts.
Dirijo-me à mesa de bebidas, em que alguns homens estão tagarelando e rindo continuamente. Suas roupas arrumadas com diamantes como botões. Simples, mas caros. Logo uma garota vestindo preto e branco surgiu, perguntando o que eu desejaria experimentar.
― Hoje, estou muito indecisa. ― dobrei meu corpo um pouco sobre a bancada. ― Quero tentar algo novo.
Devo ter chamado atenção. De repente, não conseguia ouvir mais a conversa dos bem-vestidos. Sentia seus olhos me fitando. Suas mentes pensando em minha ousadia. Será que pensaram que eu estava flertando com ela? Ou perceberam que eu apenas queria que se intrometessem? Não sei, mas funcionou.
― Suspiro dos lobos. ― intrometeu-se um jovem alto com um longo cabelo rosa. ― Dê a ela.
Quando fui servida, disse meus agradecimentos. Beberiquei o líquido com claro gosto de gin. Ardia minha garganta de uma forma fenomenal, mas fiz contato com quem pediu minha bebida. Colocando minha taça na mesa, indaguei:
― Não nos conhecemos?
― Não, não. Ainda não. ― se apoiou em seu cotovelo ― Cassius, mas pode me chamar de Chaos.
― Cassius…?
― Você não precisa saber meu sobrenome.
― Então, guardarei o meu para mim, Cassius Sem-Sobrenome.
― Faça como desejar.― seu rosto se aproximou do meu ― Vamos, quero que desfrute dessa noite e não precisamos nos conhecer para isso.
Finalmente alguém que não seja um completo puritano. É mais fácil seduzir esse tipo. São tão atirados que apenas preciso seguir com seu jogo e apostar cada vez mais alto. Cassius me guiou pelo meu pulso por dentre de cada círculo de pessoas. Todos cochichavam quando saíamos e meu vestido desaparecia em meio à multidão. Não consigo definir quem ele é exatamente, mas deve ser alguém importante ou, simplesmente, carismático. Estavámos cada vez mais perto do príncipe. Deparamos-nos com outro homem, não, garoto. Deveria ter 18 ou, talvez, apenas o cabelo dourado desse essa impressão de rejuvenescimento.
― Moça desconhecida, conheça um primo distante meu. ― Chaos me posicionou à frente de seu corpo, com um largo sorriso e mãos na minha cintura.
― Nikant, prazer.
― Charles, não seja tão formal!
― Essa é a quinta dama que você me introduz. Você só conhece “moças desconhecidas”? Estou surpreso que passou 30 minutos com ela antes de vir aqui.
― Não posso evitar!
Aproveitei que estavam conversando como se eu não estivesse lá para me esgueirar para fora dessa situação de tensão. Charles Nikant. Charles Nikant. Esse nome não me é estranho. Sinto que me arrependerei disso mais tarde. Tento me localizar, caminhando lentamente para trás, atordoada pelo barulho da música e das conversas. Eu esbarro em alguém. Se eu já chamo atenção naturalmente, agora todos estão olhando para mim. Em quem eu me choquei?
Meus braços enrolados em outros. Meu rosto se vira, lentamente. Subitamente, uma voz surge como um sussurro:
― Você está bem? ― era o príncipe.
Eu trombei com meu alvo.

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