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Folklore

Uma ameaça chega nessas terras

Uma ameaça chega nessas terras

Jun 25, 2023

Imediatamente o cacique grita em defesa da vila ordenando os guerreiros à batalha, menos Acir, por ele ter acabado de ganhar os poderes, talvez não saiba controlar e acabe atrapalhando, por isso o cacique deu a missão à ele e à Niara para levar os habitantes a um local seguro.

E o local mais seguro eram as praças da capital que ficavam afastados a uns 2 Km, e a multidão estava desesperada, alguns elfos estavam direcionando o pessoal para que não haja confusão, uns pegando tudo de mais importante de suas casas que ficavam próximas, estava um caos.

Mas... Mesmo em meio a tanto barulho, aos ouvidos de Acir não se escutavam mais o ambiente externo, apenas o interno, era como se tudo ficasse em câmera lenta.

Acir paralisa... Há no momento um conflito enorme em seus pensamentos, a cobrança de si mesmo junto do complexo de inferioridade, onde mesmo ele tendo recebido a honra de ser um Curupira, sentia que não era capaz de verdade, de que outra pessoa merecia mais doque ele.

Niara dá à ele um abraço, o que o acorda rapidamente, mesmo assustado ele acalma, "temos que agir logo!" diz Niara "vamos fazer o nosso melhor!".

Esses simples gesto e palavras calou-se a boca das vozes de pessimismo de Acir, o que o fez enxergar o que estava acontecendo com um pouco de otimismo.

Ao fundo era possível ver Ayra Que estava correndo em direção há ele "Acir eu irei até as praças, sei que não posso ficar mais ao seu lado, meu menino cresceu e este será seu primeiro desafio como guardião" termina ela com um sorriso expressando esperança.

Ao lado também chega Lauany que diferente de Ayra... "minha filha é bom você fazer sua obrigação com estes poderes, se não eu mesmo vou lá da uma surra neles".

Então os dois se despedem e vão juntos ajudar o pessoal.

Com os guerreiros em liderança do cacique finalmente depois de atravessar muita mata, eles chegam próximos nas costas das terras, onde encontram um elfo que vigiava o local caído e ferido. "O que houve!?" pergunta o cacique ao elfo, mas ele não tinha mais forças para falar, e apenas apontou para frente usando suas ultimas energias. Eles andam pouco metros para onde o guarda apontou, então ouvem uma voz ao fundo: "muito bem, muito bem, muito bem..."

Imediatamente se puseram em prontidão, exprimiram os olhos tentando avistar alguém, e a uns 20 metros na frente uma sombra das árvores os inimigos aparecem, mas não vários, apenas um...

Ele anda com calma, se mostrando na luz, podendo-se ver suas roupas bem robustas e chique e sobre o tronco usava partes metálica; seu corpo alto; cabelos escondidos por um pano que contornava sua cabeça; tinha muitos pelos na face e carregava uma arma pontiaguda na cintura

"Quem é você!?" pergunta Kauã enquanto os guerreiros abaixam as armas dando risadinhas subestimando o adversário.

"Seja lá quem for, está atrapalhando nossa cerimônia, saia daqui antes que seja tarde" continua o Kauã que não podia esconder sua insegurança por possivelmente este homem ter derrotado com facilidade um dos guarda.

Ele ri, ri muito, da uma gargalhada, deixando todos confusos ô chamado de louco. Ele para e finalmente diz... "eu esperava mais do cacique Kauã, O homem que me derrotou nesta forma no passado"

Imediatamente Kauã Se recorta de um evento parecido como este. Há anos atrás um mesmo homem apareceu repentinamente nas costas da região, diferentemente deste não possuía barbas, e parecia mais novo também, o mesmo estava sozinho também, e derrotou muitos guerreiros, até finalmente ser derrotado por um longa luta com o cacique, oque levou ao corte em seu nariz. Após o homem cair desacordado no chão, ele acorda após um tempo e parecia muito confuso, como se não soubesse oque acabará de acontecer, assustado, ele foge da li em direção a um navio trazido e nunca mais apareceu.

Provavelmente os elfos estavam diante de uma grande ameaça novamente, mas diferente de antes, agora parecia mais desafiador.

"não pense que tenha me derrotado de verdade, por eu estar limitado a este corpo eu só consigo usar 0,5% do meu poder" diz o desconhecido "mas deu pra dar uma aquecida, aqueles golpes não funcionaram mais..." finaliza ele com um rosto mais sério.

os elfos estavam com certo receio também, por saberem sobre a batalha passada, era um cenário de terror, nunca tinham visto um ser humano do tipo, mas ainda bem que tudo rolou bem, bem... não agora.

O ambiente estava silencioso, não havia animais passando, pássaros cantando, macacos uivando, apenas o som das árvores chacoalhando nos ventos fortes que passavam, e é quando um pequena folha cai no chão, que se inicia o combate ao grito de guerra do cacique, ele vai na frente e os guerreiros atrás, correndo até o homem, porém o desconhecido continuava calmo. E foi num estalar de dedos que o tempo para o cacique pareceu ficar mais devagar, o ambiente mais acinzentados, o ar distorcido.

E é quando estavam próximos... Um monstro enorme aparece, e varre os elfos que estavam atrás, o monstro da uma patada com suas mãos grandes e unhas enormes, longas e afiadas, era de fato uma criatura muito forte, que estava fora de si, parecia estar sendo controlado contra sua vontade, ela estava de pé, medindo 5x mais que o cacique; seu único olho ficava na testa e eram enormes, e de coloração avermelhada com suas pupilas sendo como de um felino; uma pelagem fina curta de cores marrom, e outra de sua característica principal era sua grande boca na barriga, com grandes dentes afiados. Ele então ruge com sua boca enorme na barriga, chamando a atenção de todos.

O rugido deu pra ouvir de longe, onde todos puderam sentir tal presença assustadora. A onda de choque também alertou os guardiões que rapidamente verificaram se já não havia mais elfos na local e foram pra origem do som ajudar também os guerreiros.

Eles ultrapassam as casas adentrando na floresta, mas se assustaram ao ver um dos guerreiros caído bem machucado, te fato o inimigo era poderoso. Eles então ajudam o guerreiro dizendo para ir as praças, e o guerreiro como gratidão entrega sua lança à Acir que estava desarmado. Com ambos preparados, agora podiam ir.

Com os guardiões finalmente chegando no local da batalha, só era possível de se ver o cacique da aldeia, muito machucado, olhando fixamente para o então homem que ameaça este planeta, se trata de um estrangeiro vindo de longe, com roupas elegantes e tudo de mais rico. Infelizmente todos os guerreiros estão caídos bem machucados, pareciam terem sido derrotados pela besta.

Besta essa que estava atrás do homem, estendo bastante furioso mas "sob controle".

Niara grita aflita pelo pai, que pede para ela não intervir. Ele também ordena para que todos os guerreiros saem e vão para as praças. O homem então gargalha de desprezo e depois de ficarem a sós diz:

"Acredito que vocês ouviram muito meu nome: Anhangá, e bom... É uma longa história eu estar aqui"

Kauã após ouvir isso fica muitos assustado, oras, afinal anhangá é um deus, mas precisamente o do "submundo", então diz:

"tudo que sei é que Tupã criou um pilar de rochas em cada região, que servem como proteção contra você. Porém... não funciona a uma determinada distancia.

Anhangá começa a gargalhar após ouvir Kauã e aponta sua espada na cara dele.

Niara vendo isso fica extremamente irritada, ao ponto de seus cabelos se elevarem de fato, cortando até o que amarrava seu cabelo, e começando a ficar com um aspecto de fogo, onde até o Acir que estava perto sentiu o calor e olhou para sua face irritada, onde os olhos estavam começando a se esbranquiçar.

Kauã olhou para trás após sentir um energia poderosa, e estava vindo de sua filha. Anhangá também percebeu, sorriu e gritou: finalmente um oponente ao nível, venha com tudo que tiver!

Após ele dizer isso, Niara arranca com sua lança mirada em uma velocidade impressionante, onde até Kauã e Acir não conseguiram ver, mas anhangá sim e toda sua confiança foi se embora quando tentou desviar, e levou um leve corte em sua bochecha, apenas com a energia que Niara estava transportando para sua lança com ponta de madeira.

Kauã vai até Acir que assim como ele estava assustado com tamanha força descontrolada de Niara, mas mesmo assim confiava em sua filha.

Anhangá temendo então, ordena para que Mapinguari que estava ao lado, para que ataque, e ele o faz, jogando seu longo braço esquerdo à Niara que estava de frente a ele. Porém Niara estava tão forte, que segurou da mesma medida com seu braço direito. Mapinguari então joga seu braço direito, e Niara segura com seu braço esquerdo.

Mapinguari estava usando toda sua força pra derrubar Niara, e ela o mesmo, a energia destas forças estava fazendo um leve ciclone, fazendo folhas e terras voarem, e árvores chacoalharem.

Dali Anhangá viu uma oportunidade de atacar, golpeou então rapidamente, entretanto mesmo Niara de costas ela percebeu, e agachou encolhendo seus braços, e chutou com toda força o "abdômen de Anhangá", que voou longe atingindo um árvore.

Após isso Niara se cansa e usa toda sua força rodopiando Mapinguari e com um grito jogou em direção ao Anhangá ferido. Mas ele rapidamente desviou. Vendo uma grande besta sendo jogada a força por uma pequena elfa, fazendo a árvore cair. Anhangá ficou extremamente surpreso, e sabendo que iria perder, fugiu correndo até o seu único objetivo, destruir o pilar, que ficava no topo do monte mais alto de cada região.

Niara até tentou ir atrás mas deu alguns passos e paralisou. No interior de sua alma, um local escuro e vazio, estava Niara, com a mesma expressão de raiva e cabelos flamejante, porém a sua frente estava Mayara, com uma aparência transparente como se fosse uma alma, sentada com as pernas cruzadas, e gritou seu nome, fazendo ela paralisar, e continuou:

"Sei que é estranho me ver novamente, ainda mais neste lugar hostil, fui mandada aqui para te impedir de se autodestruir".

Niara então tem suas pupilas de volta e olha para Mayara agora um pouco mais calma

"oque ouve?" diz Niara "porque todo lugar está escuro?, porque eu estou te vendo?"

Mayara responde: "você acabou sendo tomada pela raiva, esta raiva te cegou, escureceu sua visão, e sua alma o que antes era iluminada pela pureza da cor branca, agora está sem cor"

Niara fica eufórica e com medo, mas Mayara a acalma ensinando ela a respirar calmamente e explicando que já passou por isso no começo de sua jornada como Caipora, ela explica uma situação em que nesta região dos elfos, uma garota foi raptada por um homem malvado, mas felizmente Mayara conseguiu tirará das mãos do homem e trazê-la em segurança, mas em seguida foi tomada por uma grande fúria ferindo bastante o homem ao ponto de quase matá-lo, sendo parada apenas pela Caipora anterior, que se comunicou com ela da mesmo forma que ela esta com Niara.

Em ambas as situações tiveram sua alma escurecida, sem cor, fraca e triste. Mas todos os guardiões aprendam a controlar sua raiva e por isso tem uma aura tão boa. Graças a Mayara, Niara acorda estendo nos braços de seu pai, ele ficou muito feliz dela ter voltado, ela olha para o braço dele que estava em suas costas e percebe que estava um pouco queimada por conta das chamas de seu cabelo, que agora estavam caídos e de volta ao normal.

Niara pede mil desculpas quase chorando, e Kauã agradece por tê-lo salvado. Porém ela olha para o lado e Acir não estava bem, estava sentado sem esperanças. Kauã então diz tentando animá-lo:

"sei que isto tudo é pressão de mais pra você, afinal acabou de ganhar seus poderes, mas eu peço que não desista!, veja isso como aprendizado!"

Niara logo entende o que seu pai quis dizer, afinal tinha acabado de passar por um aprendizado. E ele continua:

"vocês estão crescendo, e dias assim acontecerão muitas vezes em suas vidas, entenda que faz tudo parte de um processo para nos fazer amadurecer, lembrem-se nada é por acaso!"

Após esse discurso Kauã abraça os dois muito emocionado, e Acir parecia estar melhor.

"Eu não sei o que acontecerá, mas vocês não precisam temer! Vão! Viajem esta terra e procurem todos os guardiões, e avisem que Anhangá se libertou".

Os dois dizem ao mesmo tempo "você vai ficar bem!?, E a mamãe?".

Kauã ri e acalma-os: "eu ainda tenho energia, e vou gasta-la indo até o pessoal, pra ver se estão bem!"

Os dois agora animados se despedem de Kauã e vão em missão para avisar a todos os Guardiões sobre Anhangá.
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