— Hawn, confirma se os equipamentos da ala de cirurgia já saíram de Seul — disse Dongae, ajeitando os óculos sobre o nariz, enquanto assinava uma planilha de contratações. — E me liga para o diretor do Instituto Médico Nacional. Quero agradecer pela doação dos respiradores.
— Já estou com ele na linha, prefeito — respondeu Hawn, entregando o celular.
Dongae pegou o telefone. Sua voz mudou sutilmente para um tom mais formal:
— Alô, diretor Park? Aqui é Dongae, de Hangangri. Estou ligando pessoalmente para agradecer pela ajuda com os equipamentos. Vai fazer toda a diferença na vida das pessoas aqui.
— É um prazer colaborar com um projeto tão sério, prefeito — respondeu o homem do outro lado da linha. — A medicina precisa ir além da capital. O senhor está fazendo história.
Após desligar, Hawn entrou com um tablet em mãos.
— Precisamos revisar a lista final dos profissionais. Os médicos e enfermeiros vêm de fora, mas já temos os nomes para limpeza, cozinha e segurança. Tudo gente daqui. A comunidade está empolgada — disse ele, mostrando os nomes.
Dongae passou os olhos com atenção.
— Perfeito. Quero que o chefe da segurança participe da próxima reunião. Ele precisa estar ciente do controle de entrada, especialmente com a chegada dos equipamentos. E... agende uma vídeo chamada com a senhora Kim ainda hoje.
— Ela quer falar sobre o buffet da inauguração e sobre envolver as mulheres da associação. Disse que pode organizar as comidas com ajuda das mães do projeto.
— Ótimo — respondeu Dongae, relaxando por um breve instante.
Mais tarde, na sala de reuniões da prefeitura, a senhora Kim apareceu com uma pasta recheada de anotações. Sua presença sempre trazia certo calor ao ambiente, como se a voz dela acalmasse os nervos expostos de todos.
— Prefeito Dongae, pensei que podíamos usar o salão da escola para preparar as comidas e deixar o refeitório como área de apoio para os voluntários. As mulheres da associação estão animadas. Elas querem mostrar que são capazes.
Dongae sorriu levemente.
— Senhora Kim, seu trabalho com essa associação está inspirando a cidade. Use o que for preciso. E me diga o que falta, vamos ver se consigo cobrir os custos do meu próprio bolso.
Hawn tossiu de leve, sinalizando que já era hora da próxima ligação.
— Prefeito, a empresa de logística está na linha. Precisam confirmar o horário de descarregamento dos aparelhos de imagem.
Dongae se levantou.
— Senhora Kim, Hawn vai acompanhá-la até a escola para ver os espaços. Depois ele vai à rádio comunitária anunciar a abertura das inscrições para o processo seletivo de recepcionistas, auxiliares de enfermagem e técnicos. Tudo precisa estar funcionando em no máximo sete dias.
Mais tarde, de volta ao gabinete, Dongae encostou-se na janela, observando a praça da cidade, onde crianças brincavam perto da fonte recém-reformada. Ele cruzou os braços, respirando fundo.
— Sabe, Hawn... parece que, apesar de tudo, conseguimos transformar essa cidade.
— Com muito esforço, senhor. Mas o povo está do nosso lado. Eles confiam no senhor — respondeu Hawn, com um sorriso discreto.
Dongae olhou para a pilha de papéis restantes e suspirou.
— Ainda temos muito o que fazer. E a inauguração... está logo ali. Que assim seja.

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