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Sob o Peso do Desejo

A chegada dos novos Profissionais da Saúde

A chegada dos novos Profissionais da Saúde

May 10, 2025

aNa manhã anterior à chegada dos novos profissionais de saúde, Dongae estava de pé diante da grande janela de seu gabinete, observando o movimento da cidade. O som abafado da obra ao lado do hospital ainda ecoava ao longe — os últimos detalhes estavam sendo finalizados com urgência.

Hawn entrou na sala com uma prancheta nas mãos.

— A lista de chegada foi confirmada. Os ônibus devem chegar por volta das nove da manhã.

Dongae assentiu lentamente, ainda com o olhar perdido do lado de fora.

— Hawn… quero que você os recepcione por mim. Cuide de cada detalhe da chegada, entregue os kits de boas-vindas, explique sobre o hospital, mostre a cidade. Quero que sintam que não estão apenas vindo trabalhar — estão vindo fazer parte de algo.

Hawn sorriu, entendendo a importância da missão.

— Pode deixar. Já organizei o translado da rodoviária, e os kits estão prontos.

Dongae se virou, pegando um documento da mesa.

— Como você sabe, como não temos muitas casas desocupadas, construímos o edifício anexo ao hospital, com quitinetes individuais para cada funcionário. A maioria é solteira, então isso resolve bem. Mas temos quatro apartamentos de dois quartos, caso alguém tenha trazido família, filhos… ou até mesmo algum parente idoso.

Ele pausou, então olhou fixamente para Hawn.

— Você fez as entrevistas. Conhece esses profissionais melhor do que eu. Confio que saberá onde alocar cada um de forma justa.

— Claro, senhor. A doutora Jisoo, por exemplo, vem com o filho pequeno. Já reservei um dos apartamentos maiores para ela. Também temos um técnico que trouxe a mãe idosa — ele vai para outro desses espaços.

— Ótimo — murmurou Dongae, voltando a sentar-se em sua cadeira. — Essas pequenas coisas fazem toda a diferença.

Hawn se aproximou da porta, mas hesitou.

— Vai querer estar presente na recepção da noite? Teremos um jantar simples com os novos funcionários no refeitório.

Dongae respirou fundo, pensativo.

— Não... hoje não. Diga a eles que estou ansioso para conhecê-los individualmente nos próximos dias. Mas hoje... eu só quero silêncio.

Hawn assentiu, entendendo sem questionar.

— Farei como pediu. E... prefeito — ele completou, antes de sair — eles vão sentir que chegaram a um bom lugar.

Dongae apenas balançou a cabeça em agradecimento, voltando o olhar para a planta baixa do hospital sobre sua mesa.



Fim de tarde — Refeitório Comunitário da Ala Residencial do Hospital

As luzes suaves deixavam o ambiente aconchegante, refletindo nos vidros recém-instalados. As mesas, decoradas com flores locais e pratos típicos preparados pelas cozinheiras da cidade, estavam cheias de risos e conversas tímidas entre os recém-chegados. A comunidade estava animada com a chegada dos profissionais de fora.

Hawn circulava com seu habitual sorriso calmo.

— Boa noite a todos! Sejam bem-vindos oficialmente a Hangangri. Esperamos que se sintam acolhidos, pois essa cidade, apesar de pequena, é feita de grandes corações. — dizia ele enquanto entregava folhetos informativos.

Entre os presentes, dois novos médicos chamavam atenção: Minjae, de cabelos loiros e olhar intenso, e Sion, de feições suaves e sorriso doce. Eram ômega, algo raro — e especialmente raro em posições tão altas. Os cochichos começaram discretos: 

— Dois ômegas? Médicos?

 — Isso não é meio... perigoso?

Dongae, que até então observava em silêncio da entrada, ouviu claramente. Estava de sobretudo escuro, braços cruzados, discreto. Seu olhar cortante percorreu o salão até parar nos dois funcionários que murmuravam.

Com passos firmes, aproximou-se.

— Não admitirei distinções de gênero nesta cidade. O que buscamos aqui são os melhores profissionais, não importa se são alfas, betas ou ômegas. Qualquer preconceito será tratado como desrespeito à comunidade inteira.

Achava que tinha falado baixo, mas o salão inteiro se calou para escutá-lo. O silêncio se transformou em atenção.

Hawn, percebendo o clima pesado, pegou o microfone improvisado e suavizou com leveza:

— E por favor, vamos viver em paz, respeitando o ABO de cada um... e sem feromônios aleatórios, tá bem? — disse com um sorriso travesso. — Agora, vamos aproveitar! Toquem a música!

Os convidados riram, descontraindo o ambiente, e logo a música suave começou a preencher o salão. Minjae e Sion trocaram olhares e sorriram timidamente, levantando suas taças e acenando discretamente em agradecimento a Dongae, que apenas assentiu de longe, sério, mas com o olhar mais calmo.

No canto, a senhora Kim ainda conversava com a doutora Jisoo, que embalava o pequeno Jiho no colo, tocada por tudo o que havia acabado de ver.

— Ele não é como os outros prefeitos... — sussurrou a doutora.

— Não, meu bem — respondeu Kim, sorrindo — … ele é um lobo diferente.

Após o discurso e a música começar a tocar, Dongae saiu discretamente pela lateral do salão.

Preferia o silêncio. Sabia que seu dever estava feito ali — ele os havia acolhido como prometido. Agora, queria apenas voltar para casa e se recolher no conforto da sua solidão habitual. O som abafado da festa desaparecia conforme ele se afastava pelo corredor iluminado por lâmpadas quentes.

Enquanto isso, Minjae e Sion se aproximaram de onde a senhora Kim conversava com a doutora Jisoo, que segurava seu filho, Jiho, no colo.

— Posso? — perguntou Minjae com um sorriso ao ver o garotinho brincar com os dedinhos da mãe.


 — Claro — respondeu Jisoo, sorrindo enquanto entregava Jiho com cuidado.

Minjae, com leveza, o ergueu com carinho e fez cócegas de leve na barriga da criança, arrancando uma risada gostosa.

 — Que figura! Qual o nome dele?

 — Jiho. Tem só dois aninhos.

 — Um fofo — disse Sion, aproximando-se e afagando o cabelo do menino.

— A propósito — disse Minjae, ainda balançando Jiho devagar —, qual é a sua especialidade, doutora?

 — Ginecologia e obstetrícia — respondeu Jisoo, orgulhosa.

Minjae sorriu.

 — Olha que trio interessante: eu sou pediatra, Sion é geriatra, e você cuida das mamães. Estamos bem distribuídos, hein?

Todos riram.

— E a senhora? — perguntou Sion à senhora Kim.

 — Sou presidente da Associação de Mães e Filhos de Hangangri. Um projeto ainda em crescimento, mas com muito amor envolvido.

 — Que bonito — comentou Minjae. — Foi a senhora que organizou essa recepção?

Senhora Kim fez um gesto modesto com a mão.

 — Ajudei, claro. Mas quem coordena tudo é o prefeito… ou melhor dizendo, Dongae.

Os dois médicos se entreolharam, confusos.

— Hawn não é o prefeito? — perguntou Minjae.

 — Não — respondeu Kim, dando uma risadinha. — O senhor de preto d camisa vermelha que defendeu vocês agora há pouco… ele é o prefeito. 

 — Ele é diferente. — Jisoo disse, sorrindo com o pequeno Jiho adormecido em seu colo. — Acho que carrega algo dentro dele que não conseguimos ver à primeira vista.

Sion assentiu.

 — Fiquei impressionado… nunca vi uma liderança assim. Talvez aqui seja um bom lugar pra começar de novo.

O grupo permaneceu em silêncio por alguns segundos, como se refletissem sobre o que tinham acabado de testemunhar. Aos poucos, as conversas voltaram a fluir.

Logo após a sobremesa, Hawn apareceu entre as mesas, chamando os grupos com papéis na mão.

— Vamos encaminhá-los para suas novas moradias, pessoal! Cada nome que eu chamar, me acompanhem, certo? As quitinetes já estão prontas e suas malas foram levadas até lá.

Minjae e Sion se despediram de Jisoo e da senhora Kim, e acenaram em agradecimento novamente.

— Obrigado pela recepção… e pelo acolhimento — disse Sion.

 — Nos vemos amanhã no hospital — completou Minjae, sorrindo.


 

arquiteksampaio
Kayxo Say

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Dongae, um alfa dominante marcado por um dom secreto, vive em isolamento emocional. Seu mundo começa a ruir quando conhece Sion, um médico ômega capaz de despertar sentimentos que ele tentou reprimir por anos. Enquanto tenta manter o controle, seu braço direito, Hawn, se vê envolvido com alguém inesperado, trazendo ainda mais desequilíbrio à rotina do prefeito. Em uma sociedade regida por instintos, status e desejo, amar pode significar perder o controle — ou finalmente encontrá-lo.

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