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Sob o Peso do Desejo

Entre o medo e o Instinto

Entre o medo e o Instinto

May 11, 2025

Dia seguinte – Início da tarde, Hospital, ala da Pediatria

Sion entra pelas portas do hospital com passos lentos, o crachá pendurado no pescoço balançando ao ritmo de sua respiração inquieta. Ele estava mais pálido que o habitual, e os olhos carregavam noites mal dormidas. O caminho até a pediatria parecia mais longo do que antes.

Sion (pensando, nervoso):

 
Ele estava diferente. Aquilo nos olhos dele... E aquele cheiro... por que eu senti aquilo? Por que aquilo parecia... certo?

O enfermeiro Euno o cumprimenta com um sorriso, mas percebe o semblante tenso.


 — Doutor Sion, tudo bem? O senhor parece... distraído.

Sion (forçando um sorriso):
 — Ah... só não dormi bem. Ainda estou me acostumando a voltar.
 — Prefeito Dongae ainda não passou hoje. Nem ontem, na verdade. Você chegou a ver ele?

Sion congela por um segundo.
 — Não. Talvez ele esteja ocupado.

Mas por dentro, o aperto no peito era outro.

Ele está me evitando?

Na Prefeitura – Escritório de Dongae

Dongae está em pé, diante da janela, olhando a cidade sem de fato vê-la. Hawn entra sem bater, como sempre faz.
 — O Sion voltou hoje.

Dongae não responde de imediato.

Hawn (se aproximando).
 — E você não vai aparecer lá?

Dongae (ainda de costas).
 — Não posso.
 — Por que tem medo de machucá-lo?
 — Porque tem algo nele que me puxa. Que faz meu lobo querer sair de novo. Eu estou me segurando com tudo que posso, Hawn.

Hawn (calmo).
 — E vai se esconder dele até quando?

Dongae (virando-se, com expressão aflita).
 — Até eu conseguir garantir que ele esteja seguro. Que eu...
nunca mais perca o controle.
 — Ele ficou com você, Dongae. Ele não correu. Ele te cuidou, mesmo com medo. O que mais ele precisa fazer para você confiar?

Dongae desvia o olhar, o maxilar tenso.
 — Eu nunca quis desejar ninguém. Nunca. E agora... meu lobo escolheu por mim. Isso me assusta.

 

 Hospital, consultório de Sion – mais tarde naquele dia

Sion está sentado, olhando para o jaleco dobrado sobre a mesa. Ele pensa em tudo que sentiu. A cena se repete em sua cabeça — os olhos negros, a voz rouca, o cheiro que parecia feito para ele. E como ele ficou parado, sem fugir.

Sion (em voz baixa).
 — Eu devia ter medo... mas por que isso tudo parece um chamado?

Ele respira fundo, levanta-se e decide: vou procurá-lo.

ESCRITÓRIO DO PREFEITO – NOITE

O escritório está silencioso, iluminado apenas pela luz azulada da tela do computador. Depois de dias sem ir ao hospital, Dongae está sentado, tenso, os cotovelos apoiados na mesa e as mãos entrelaçadas em frente à boca. Seus olhos estão fixos nas câmeras de segurança do hospital da cidade.

Na tela, as imagens mostram cenas comuns: médicos circulando, enfermeiros em plantão, alguns pacientes. Mas os olhos de Dongae procuram apenas uma figura.

Até que, finalmente, ali está ele.
 Sion, de jaleco branco, andando apressado pelo corredor. Ele para pra falar com um enfermeiro, sorri brevemente para uma criança que passa correndo, depois some pela porta do consultório.

Dongae solta um suspiro curto, quase aliviado. Encosta-se na cadeira, fecha os olhos por um instante.

Dongae (pensamento).
 
“Isso é patético. Eu sou o prefeito. Tenho mais o que fazer. Mas... ver ele, mesmo de longe, me acalma.”

A imagem congela quando ele pausa o vídeo. O close de Sion olhando para trás, como se estivesse pressentindo algo. Dongae toca a tela com a ponta dos dedos.

Dongae (baixo, para si mesmo).
 — Você é perigoso pra mim, Sion... mas mesmo assim, não consigo parar.

Seu lobo interior desperta, inquieto.

Lobo (em sua mente).
 — Ele é nosso. Ele nos entende. Está esperando por você.

Dongae fecha os olhos com força e aperta os punhos.
 — Não posso... Se eu perder o controle de novo... Se ele entrar em cio perto de mim...

Silêncio.

Lobo (mais calmo).
 — Ele não tem medo de você... só você tem.

Dongae se levanta abruptamente, afasta a cadeira com força e caminha até a janela. Olha a cidade iluminada.
 — Chega. Amanhã... talvez eu passe lá. Só para resolver uns documentos. Nada demais.

Mas sem ver Dongae, tentou se convencer de que era melhor assim. Mas Sion  a cada passo no hospital o fazia lembrar do momento em que o viu vulnerável, deitado na maca, murmurando que o cheiro dele era perfeito. Aquilo não deveria tê-lo afetado tanto — mas afetou. E a ausência de Dongae pesava mais do que ele esperava.

No início, foi só curiosidade. Depois, inquietação. Agora… era saudade. Uma saudade que apertava o peito e vinha acompanhada de uma estranha necessidade de vê-lo, de escutar sua voz grave, de sentir o magnetismo estranho que o cercava.

Sion não sabia em que momento aquilo se transformou em algo mais. Talvez quando percebeu que Dongae não apareceria mais, que estava se afastando por escolha própria. Isso doeu mais do que ele queria admitir.
 
"Você não tem o direito de entrar assim na minha vida e sumir sem explicação, Dongae." Pensou Sion.

Mas, ao mesmo tempo em que seu coração ansiava por ele, a mente de Sion era atormentada pelas lembranças do passado. O dia em que foi forçado  e vendido, a dor de não ter pais que o cuidassem . Aquele trauma o tornava cauteloso, sempre em alerta.

E o que mais o apavorava… era o quanto ele queria ignorar tudo isso por causa daquele homem.

Dongae era mistério, força e gentileza contida. Era o tipo de homem que poderia destruir tudo — inclusive ele. Mas, ao mesmo tempo, era o único que o fazia se sentir vivo de verdade.

Sion (sussurrando para si mesmo, sentado no consultório vazio).
 — Que droga… eu tô mesmo apaixonando por você.

Ele baixou a cabeça, os dedos apertando o braço da cadeira com força. O coração batia acelerado — não de medo, mas de desejo. De saudade. De incerteza.

E ele sabia, no fundo, que mesmo se tentasse fugir…
 Dongae era o tipo de homem impossível de esquecer. 

arquiteksampaio
Kayxo Say

Creator

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Dongae, um alfa dominante marcado por um dom secreto, vive em isolamento emocional. Seu mundo começa a ruir quando conhece Sion, um médico ômega capaz de despertar sentimentos que ele tentou reprimir por anos. Enquanto tenta manter o controle, seu braço direito, Hawn, se vê envolvido com alguém inesperado, trazendo ainda mais desequilíbrio à rotina do prefeito. Em uma sociedade regida por instintos, status e desejo, amar pode significar perder o controle — ou finalmente encontrá-lo.

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