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O Renascimento Das Sombras

Capítulo 8 — O Despertar do Fardo

Capítulo 8 — O Despertar do Fardo

Jun 28, 2025

A manhã se erguia sobre o vale, tingindo o céu de um dourado discreto. No interior da cabana viva, Shiro já estava de pé, o corpo ainda dolorido da noite anterior, mas com o olhar firme. Ao lado, Helster ajustava a faixa no pulso, espreguiçando-se com um bocejo.

Alvim os observava em silêncio por um tempo, como quem escaneia a alma de um guerreiro. E então, com um sorriso sutil, anunciou:

— Hoje não vão lutar entre si. O que precisam enfrentar... é desconhecido. E inevitável.

Shiro e Helster trocaram um olhar tenso. O urso então retirou duas vendas de tecido cinza escuro, resistentes e gastas pelo tempo.

— Coloquem. Vou conduzi-los.

Shiro hesitou. Helster, como sempre, foi o primeiro a rir e obedecer.

— Espero que não seja um buraco — resmungou, amarrando a faixa sobre os olhos.

— Só se não souber usar os pés — respondeu Alvim, começando a guiá-los pela trilha.

A floresta estava viva com os sons do amanhecer, mas para os dois vendados, cada raiz parecia uma armadilha, cada galho, um obstáculo. Passos incertos. Corações atentos.

Depois de longos minutos em silêncio, Alvim parou.

— Shiro, este é seu ponto.

O garoto retirou a venda, piscando diante da penumbra da entrada de uma caverna. A brisa que saía dali era fria, carregada de umidade e algo mais... algo ancestral.

— Seu oponente está lá dentro — disse Alvim, virando-se sem esperar resposta.

Shiro respirou fundo. O silêncio da floresta parecia segurar o ar, como se o mundo também estivesse esperando o que viria a seguir.

A caverna o engoliu.

O chão era úmido, as paredes vivas com musgo e gotículas que pingavam em intervalos quase rítmicos. Conforme avançava, a escuridão dava lugar a uma neblina tênue — e, então, um salão natural, amplo e iluminado por uma luz difusa, sem fonte aparente.

E lá, entre as sombras, ele apareceu.

O felino negro.

Era ele. Mas não era.

Era a sombra viva de Shiro: mais alto, mais firme, olhos como brasas, cada movimento refletindo tudo que ele era... e tudo que ele temia se tornar.

— Não...

Shiro ergueu o bastão, mas sentiu algo diferente. A madeira havia se transformado em uma espada de luz pulsante — como se o mundo lhe desse uma ferramenta, mas não um manual.

Sem aviso, o felino avançou. Um golpe rápido. Shiro bloqueou, os braços vibrando com o impacto. Depois disso, veio a tempestade. Cada investida era precisa. Implacável. Como se o oponente soubesse cada passo antes mesmo de ser dado.

Shiro tentava contra-atacar. Mas tudo era previsto. Lido. Espelhado.

“Ele luta como... como se fosse eu...”

A batalha se arrastava. O tempo parecia escorregar. A dor acumulava-se em seus músculos. O suor embaçava sua visão. Até que, sem explicação, o felino desapareceu.

Shiro arfava, sem entender. No centro da câmara, uma mesa surgiu, coberta com comida: pão quente, carne, frutas frescas. Marcas incandescentes acendiam na parede, formando um círculo com 24 pontos em chamas.

“Uma pausa...?” pensou, quase duvidando.

Mas sentou. Comeu. Bebeu. E quando a última chama se apagou, ele soube.

O descanso era parte da provação.

O felino reapareceu — feroz, inteiro, mais intenso.

— NÃO! — gritou Shiro, empunhando a espada de novo.

O combate recomeçou, e desta vez, ele não aguentou.

O bastão caiu. O corpo cedeu. Shiro desabou de joelhos, derrotado mais pela dúvida do que pela força.

A escuridão ao redor se dissipou.

E ele estava de volta à entrada da caverna.

Alvim retornou com Helster. Ambos exaustos, vendados, arrastando os pés. Ao ver Shiro, Alvim assentiu.

— Coloquem as vendas. Vamos voltar.

Nenhuma palavra foi dita. A floresta os engoliu mais uma vez.

Minutos depois, Alvim os parou no velho campo de rochas. Os bastões foram entregues. As ordens, simples.

— Três tentativas. Mostrem se o que viveram serviu pra algo.

Um a um, os golpes vieram.

E um a um, os bastões quebraram.

Alvim apenas balançou a cabeça.

— Ainda não. Mas estão mais perto.

E sem cerimônia, os ergueu pelos braços como sacos de grãos, levando-os de volta à cabana.

Naquela noite, o vento soprava pelas frestas. Shiro e Helster estavam deitados, os olhos abertos, sem sono. A dor nos músculos era suportável. O peso na alma, não.

— Ei, Hel… o que você viu? — murmurou Shiro.

Helster virou-se devagar, voz cansada.

— Um porco. Mas não qualquer porco. Um igual a mim. Só que... escuro. Intenso. Ele sabia todos os meus movimentos.

— Igual comigo — disse Shiro. — Era um felino. Eu mesmo..., mas com olhos de sombra. Ligeiro, brutal. Como se já tivesse me vencido antes de começar.

— Como a gente vence alguém que já sabe tudo sobre a gente? — Helster perguntou, a voz carregada de frustração.

Shiro ficou em silêncio por um tempo.

— Talvez... a gente não tenha que vencer eles. Talvez tenhamos que vencer a gente mesmo.

Helster suspirou.

— Faz sentido. De um jeito confuso, mas faz. Eu só sei que, por enquanto, estou tomando uma surra... com estilo.

Eles riram. Um riso cansado, mas sincero.

— Bem-disse Shiro, olhando o teto — pelo menos estamos apanhando juntos.

Já se passavam dias desde que haviam chegado à clareira sagrada de Alvim.

As cicatrizes no corpo de Shiro já não vinham apenas das lutas — mas dos silêncios, das meditações e das pequenas vitórias que pareciam insignificantes perto da própria fúria. O bastão em suas mãos já não parecia estranho. Mas também não parecia seu.

Helster, por outro lado, florescia como alguém que já havia aceitado o caos dentro de si. Shiro o observava, às vezes, em silêncio — entre admiração e inveja.

Na manhã seguinte, ambos estavam novamente diante da caverna.

O céu ainda estava pálido, o orvalho fresco no ar.

Alvim os esperava, imponente e sereno, como sempre. Helster ainda vendado.

— Pode tirar a venda, Shiro — disse ele, os braços cruzados.

Shiro obedeceu, e a escuridão da caverna pareceu mais espessa do que nunca.

Alvim observou por alguns segundos, até que disse, num tom cortante:

— Boa sorte, garoto. Talvez hoje... você entenda o que seu pai nunca teve coragem de encarar.

As palavras acertaram Shiro como um soco seco no estômago.

Ele travou.

— Não fale dele como se o conhecesse! — explodiu, os punhos cerrados, os olhos faiscando. — Ele me criou sozinho! Fez tudo por mim! Deu tudo que tinha!

Alvim ergueu uma sobrancelha, calmo.

— E ainda assim, não te ensinou a controlar nem a própria sombra. Grande herança.

Shiro mordeu a língua. O peito subia e descia. A raiva batia como um tambor dentro do crânio.

— Quem você pensa que é... — Murmurou.

— Alguém que já foi como você — respondeu Alvim, já se virando para conduzir Helster floresta adentro. — E que sobreviveu ao preço.

Shiro ficou ali. Parado.

As palavras ecoando.

Pesando mais do que qualquer bastão.

— Quem ele pensa que é...? — rosnou Shiro, entrando na caverna. — Falar do meu pai como se soubesse de algo...

A fumaça se fechou atrás dele.

E as memórias voltaram.

Gritos abafados. A ausência da mãe. As costas do pai se afastando. O calor de uma promessa não dita.

“Eu te amo, filho... Tudo o que faço, faço por você.”

Shiro cerrou os dentes. Os olhos ardiam. O bastão tremia em sua mão.

A sala se revelou em meio à neblina. E lá estava ele.

A criatura o esperava.

Um felino negro. Corrompido. Feroz.

Uma cópia sombria de si mesmo.

Seus olhos brilhavam em âmbar doentio. Suas garras estavam banhadas em trevas vivas. A postura era instintiva. Predadora. Calculada.

Shiro respirou fundo.

Desta vez, ele não hesitou.

A luta explodiu sem aviso.

A criatura conhecia todos os seus movimentos, todos os padrões, todas as fraquezas. Era como lutar contra seu reflexo... só que mais rápido. Mais selvagem. Mais impiedoso.

Um golpe cruzado pegou seu ombro. Outro, sua costela. Ele cambaleou.

A criatura não sorria. Não provocava. Só atacava.

E isso era pior.

— Não... — Shiro arfava. — Não vou perder... não pra mim mesmo!

E então, o instinto rugiu.

Explodiu em sua carne como uma lavareda viva.

Seus olhos brilharam em laranja incandescente. As garras substituíram a arma. O corpo cresceu. A musculatura se deformou. Os pelos se eriçaram. A mandíbula se alongou. Seu rugido preencheu a câmara com ecos antigos.

Ele se tornava... o outro lado dele mesmo.

O lado que já não precisava de lógica.

Só de fúria.

Shiro virou um vendaval de destruição. Usava o chão, as paredes, os próprios gritos como arma. Saltava, girava, mordia. As garras cortavam o felino negro, abrindo fendas de luz ardente por baixo da escuridão.

A criatura resistia. Mas a maré havia virado.

Até que, em um salto final, Shiro cravou ambas as garras no peito da cópia. A criatura gritou — um som sem voz — e se desfez em névoa sombria, que evaporou no ar.

O silêncio foi absoluto.

Shiro permaneceu ali, arfando.

O corpo ainda vibrava. A transformação ainda pulsava em sua carne.

Mas não havia mais inimigo.

Longe dali, na clareira, Alvim mantinha os olhos fechados, ao lado de Helster.

— Ele está quase pronto... — murmurou. — Mas ainda não sabe disso.

Shiro deu um passo.

Depois outro.

A transformação não se desfez de imediato.

Ele ainda estava em sua forma bestial, felina, com os olhos brilhando, os músculos tensos e os dentes à mostra.

Caminhava devagar pela caverna, os pés arranhando a pedra com as garras.

O coração ainda rugia dentro do peito. E a raiva... ela não havia desaparecido.

Muito pelo contrário.

Ela crescia.

Como uma lâmina girando.

— Quem aquele urso pensa que é...? — rosnou, voz ainda distorcida. — Falar assim do meu pai...

Mais um passo. A fumaça na entrada já à vista.

— Ele não sabe de nada...

Os olhos brilhavam com fúria contida. O corpo ainda em transição, os músculos tremendo sob o esforço de manter o controle.

— Se acha tão sábio... que prove isso na porrada.

E então ele atravessou a névoa da caverna...

...ainda transformado.

A névoa da caverna ainda se dissipava às suas costas, como se relutasse em deixá-lo ir.

Mas Shiro não hesitava. Ele vinha caminhando. De forma selvagem. Furiosa.

As palavras de Alvim ainda ecoavam dentro de sua mente como facas torcendo-se na carne da memória:

— “Seu pai e um fraco.”

Ele sabia. Sabia que era provocação. Que Alvim queria mexer com ele.

Mas doía, E da dor... nascia raiva.

No campo à frente, Alvim já esperava.

Ao seu lado, Helster estava desacordado sobre o gramado, ainda vendado, respirando com dificuldade. Provavelmente terminando seu próprio teste espiritual. Seu corpo ainda tremia levemente, como se estivesse saindo de um sonho turbulento.

Shiro parou por um instante no limite da clareira, os olhos ardendo, os dentes cerrados. A fúria ainda fervia sob a pele.

Alvim virou-se para ele, a voz serena, mas cortante como lâmina embainhada.

— Então é isso? — disse. — Vai deixar que um comentário te transforme nisso?

Shiro não respondeu, Rugiu.

E o rugido ecoou como trovão.

Avançou.

O primeiro golpe de Shiro — uma patada feroz impulsionada por pura fúria — caiu sobre o chão como um raio. A terra explodiu sob o impacto, abrindo uma cratera onde Alvim estivera segundos antes.

Mas o urso já não estava lá.

Seus movimentos eram suaves, rápidos para o seu tamanho. Como água desviando de pedra. Como vento escapando por frestas.

— Rápido..., mas descontrolado — murmurou Alvim.

Shiro girou com a velocidade de uma fera desesperada. As garras cortaram o ar e atingiram árvores ao redor, que foram arrancadas pela raiz ou partidas ao meio pela pura pressão.

Alvim bateu a pata no chão.

A energia se condensou ao seu redor — o Daishi.

Formou uma muralha invisível e sólida entre ele e a próxima investida de Shiro. O impacto gerou uma onda de choque que arrancou folhas, levantou poeira e rachou a terra.

— Se quer provar algo... então prove que pode me alcançar.

Shiro gritou e pulou com toda a força. As garras tingidas de vermelho, flamejantes de pura essência crua. vários golpes em sequência, selvagens, viscerais — cada um com força para destruir uma muralha de pedra.

Mas então… Alvim mudou.

Sua pelagem escureceu, tornando-se como obsidiana viva. A aura ao seu redor se expandiu e pesou como uma montanha sobre o mundo. De suas costas, surgiram duas marcas douradas em forma de patas de urso, flamejantes e etéreas — como espíritos antigos observando em silêncio.

Os olhos do mestre brilharam em azul frio. O mundo ao redor pareceu desacelerar.

— Você quer testar sua força, Shiro...? — disse, agora com um tom ancestral. — Então eu vou te mostrar o que é força… em equilíbrio.

Shiro rugiu e veio com tudo.

O impacto entre os dois foi um colapso de forças.

O chão tremeu. O ar vibrou. A grama pegou fogo. Rochas explodiram.

Pata contra garra. Foco contra fúria.

E mesmo no auge do frenesi, Shiro não conseguia tocar Alvim. O urso redirecionava cada ataque com o mínimo de movimento. Virava o pulso. Dobrava o peso da investida contra o próprio atacante.

Shiro perdia fôlego.

Perdia clareza.

A raiva deixava seus golpes mais fortes, mas menos precisos. Mais poderosos, mas mais cegos.

E então, no momento exato, Alvim desferiu um golpe simples.

Apenas encostou a palma no peito de Shiro.

A energia atravessou seu corpo como uma maré gelada. Silenciosa. Profunda.

Os olhos de Shiro arregalaram.

A fúria travou. O calor se quebrou. As pernas falharam.

Ele caiu de joelhos. As garras apoiadas no solo. O peito arfando.

— Você é mais que sua fúria, Shiro — disse Alvim, ajoelhando-se à sua frente. — Seu pai teria medo de ver o que você está se tornando. Não por fraqueza..., mas porque você está se deixando devorar pelo que há de pior nele.

Lágrimas surgiram nos olhos flamejantes de Shiro.

A transformação recuou, pouco a pouco.

— Eu... ainda quero ser melhor.

— E é por isso que você vai ser — respondeu Alvim.

O campo agora era só poeira e silêncio.

Helster acordava aos poucos, ainda vendado.

— Hunn... que cheiro de queimado é esse?

— Nada demais — disse Alvim, seco.

— Como assim, nada?! Parece que caiu um meteoro aqui... e por que ainda tô vendado?!

Alvim, com a calma de quem já viu guerras, aproximou-se e cobriu os olhos de Shiro com uma venda também.

— Hoje... vocês enxergaram demais. Agora é hora de caminhar sem ver. Sentir sem pensar.

Conduziu os dois pela floresta com o mesmo silêncio ritual que marcava tudo que fazia.

Ao chegarem à casa viva, o aroma de raízes assadas, peixe defumado e ervas quentes envolveu os sentidos dos garotos. A lareira já ardia com força. E sobre a mesa baixa, tigelas fumegantes os aguardavam.

Alvim os sentou, retirou as vendas e apenas disse:

— Hoje... vocês não precisam pensar.

Apenas comam.

E eles obedeceram.

Com fome, sim.

Mas, acima de tudo... com alívio.
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