Após aquele dia, a mariposa Sowlp se preparava para mais um dia. Ele, no entanto, estava preocupado com as coisas que aconteceram no dia anterior.
Ele olha para o mapa. - "Certo... são 2 pedras em um mesmo lugar, Utsar. Se tivemos sorte contra o Kirasus e o Gemisio, ter duas pedras que guardam um poder enorme sobre eles deve ser barra pesada." - Sowlp suspira. - "Eu estou literalmente com um nó no pescoço com o que o Fhandrel disse pra mim. Não sei se ele vai querer nos seguir pra alguma coisa, mas eu espero que a Mariza me ajude a não ficar na pior."
A mariposa guarda o mapa, indo até a loja do Jouls. O Ferreiro ainda não estava por lá. - "Estranho, ele já deveria estar por aqui..." - Ele olha para o céu e finalmente percebe que ainda estava no final da madrugada. - "Ah, claro."
Ele senta em uma das cadeiras de espera na loja do ferreiro, ainda refletindo em como Utsar será. Sowlp balança as pernas ansiosamente. - "Será que tem mais alguma relíquia que ninguém encontrou? Hm... não, isso é algo que a Mariza pensaria, não eu." - Ele começa a pensar nos outros aliados que ofereceram ajuda ao Sowlp. - "...Será que a Mariza é quem está me prendendo a ser assim?"
Após essa reflexão, Sowlp pega no sono na cadeira, esperando pela Mariza aparecer para acordá-lo.
Ele é acordado pela Mariza. - "Sowlp, tá tudo bem? Seu pelo tá molhado, e nem choveu hoje." - Jouls estava olhando numa distância, preocupado.
Sowlp abre os olhos e cobre o rosto. - "N-Não é nada, tá bom? Eu sem querer acordei de madrugada e tá calor, é isso." - Ele se levanta, saindo da loja. - "Vamos pra Utsar logo, são duas pedras dessa vez."
Mariza olha para o touro. - "Mariza, acho melhor você mesma ir resolver isso." - Diz Jouls, pegando o martelo.
A mariposa já tinha saído de vista e Mariza grita, tentando alcançar ele. - "Ei Sowlp, espera por mim!"
A abelha sai voando para fora de Melrein e encontra ele olhando para o mapa, andando rapidamente. - "Sowlp! Eu preciso me desculpar por você!" - Ele finge que não escuta. - "Sowlp!" - Ela bate de frente com um galho de árvore. - "Oh droga, minhas asas... Sowlp espera!" - Ela continua a correr atrás dele.
A mariposa estava bem mais determinada do que a abelha e perde-o de vista. - "...Droga... Eu deveria ter contado a verdade ontem..."
Silkie aparece do lado dela. - "Que você é invejosa e egocêntrica? Disso todo mundo sabe."
Mariza se afasta dela. - "EI EI, o que está fazendo aqui?"
A aranha-pavão explica. - "Eu já disse, eu moro aqui, não entendeu da primeira vez?"
A abelha cruza os braços. - "Tá, o que quer então, infeliz?"
Silkie dá as costas. - "Eu posso te levar em Utsar. E talvez vocês dois possam se entender, mas já que me trata assim..." - Ela se prepara para pular de volta nas árvores.
Mariza interrompe-a. - "ESPERA! Eu preciso falar com ele!"
Silkie suspira. - "Pra quê? Só pra se desculpar pra logo depois só ficar focada no dinheiro que vai ganhar com tudo isso?"
A abelha se envergonha, esfregando o braço. - "Tá, você venceu. Eu tenho um problema um pouco grande em ir atrás de recompensas." - Ela gagueja, tentando explicar. - "M-Mas não é esse o ponto que eu quero falar com ele, eu só estava ansiosa em compartilhar o que eu e ele iriamos ganhar com isso, não apenas dinheiro..."
- "Fama, reconhecimento, e Ego Inflado." - A aranha complementa, ironizando. Ela se levanta, olhando para a Mariza triste. - "Se toca, se for pra..."
Mariza fica com raiva. - "Ei! Pare de me interromper! Eu apenas iria dizer que nunca fizemos uma missão para tantos lugares assim! Apenas queria levar ele pra encontrar algumas coisas novas, pois ele é praticamente a única pessoa que consigo confiar pra ir numa aventura assim."
Silkie sorri. - "Agora sim. Se for dessa forma, vamos para Utsar." - A aranha-pavão completa. - "Ah, e o Sowlp? Ele vai estar bem."
A abelha fica desconfiada. - "Como você tem tanta certeza?"
A aranha sorri. - "Coisa de mulher, tu deveria saber, não?" - Mariza suspira e Silkie segura no braço dela. - "Vamos lá então, abelhinha."
Elas vão para a parte inicial de Utsar, Mariza e Silkie observam as primeiras formações de pedras. Mesmo sendo apenas o início, essas pedras tinham formatos pontiagudos, sendo perigosos se alguém fosse jogado para elas.
Mariza, ainda preocupada com a mariposa, começa a suar frio olhando para as pedras. - "Tem certeza que ele tá bem, tipo, MESMO?" - Ela começa a explicar. - "Eu nunca vi ele... bem, se virar tanto assim sozinho, bem, eu não estaria lá pra ver se ele faria algo sozinho, mas..."
Silkie interrompe-a. - "Mariza, tem como você se acalmar por um segundo?" - Ela vê um grande portão aberto, com uma espécie de um código com pedras de cores diferentes posicionadas em uma posição adequada. - "Olha aí, tu acha que alguém como ele não saberia se virar?"
Mariza gagueja, mas ela desiste e segue a aranha. - "Acho que tem razão..."
Após entrarem pelos portões, elas percebem que estão em um grande palácio abandonado por dentro das montanhas.
A aranha cruza seus braços, julgando o interior. - "Bem cafona, esqueletos estão fora de moda desde... sei lá, vinte décadas atrás?" - Ela diz enquanto usa de suas teias para segurar uma das caveiras que estavam empoeiradas no chão.
A abelha continua olhando ao redor, observando para as molduras sem pintura. - "Nossa, primeira vez que concordo com você, heh."
Mariza pisa em um pedregulho que afunda a perna e revela um buraco com espinhos no chão. - "W-WoaH!" - Ela voa, evitando ser machucada. - "Ainda bem que sei voar..."
Silkie junta as informações. - "Se o Sowlp passou por aqui e não ativou essas armadilhas, talvez ele não sabe que elas existem..."
A abelha chama a atenção. - "Ah, Silkie! Eu to vendo o Sowlp alí!" - Ela voa rapidamente até ele.
Sowlp estava tentando desesperadamente resolver o segundo quebra-cabeça. - "N-Não, não, eu preciso encontrar logo a solução pra isso antes que..."
- "Sowlp!" - Mariza volta a correr até ele. - "Me desculpa por ter falado aquilo ontem!"
A mariposa para, olhando para baixo. - "...Eu não sou nada mesmo, só quero acabar logo com essa missão."
Mariza balança a cabeça. - "Não, você entendeu errado! E-Eu queria dizer que..." - Ela caminha até ele. - "Eu quem tinha medo de perder você."
Sowlp fica confuso. - "Como assim? Eu só estou aqui por conta de você, eu não quero me tornar alguém egocentrico igual você. Eu pensei que estavamos fazendo isso por nós!"
A abelha tenta se explicar. - "A... A Silkie e eu estamos sem intriga, eu entendi que eu estava hiperfocada nessa missão e com o que poderia ser pra nós, mas..."
- "Mariza, por favor, só..." - Ele vira com lágrimas. - "Só me deixa sozinho, eu quero pensar por um momento okay?"
A abelha respeita-o. - "Desculpa."
Sowlp tenta continuar com o quebra-cabeça, mas acaba pisando em uma armadilha. - "W-Waah!"
Mariza voa até o buraco que foi formado. - "NÃO, SOWLP!!" - Ela tenta ir pelo buraco, mas Silkie puxa-a pelo cabelo, impedindo que ela vá até lá.
- "Já era, Mariza." - A aranha lamenta. - "Eu posso te ajudar nessa missão, mas..."
A abelha desesperadamente tenta se soltar. - "Eu não ligo para essa missão mais! Eu preciso dele vivo comigo!"
Silkie joga as teias nela, prendendo-a em uma espécie de casulo. - "EU DISSE QUE ELE JÁ SE FOI! Agora vamos logo encontrar essas pedras!"
Mariza, ainda com muita adrenalina, tenta se soltar se debatendo nas teias. - "Se você não me soltar agora, eu vou pular no primeiro ser vivo que eu encontrar. Estou falando sério."
Ao aceitarem a comissão do rei, dois mercenários (Sowlp e Mariza) enfrentam diversos desafios para acabar com os bandidos que estão invadindo o Reino de Melrein.
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