- "Olá? Está vivo?" - Uma voz tenta se comunicar com o corpo desacordado de Sowlp. - "Vamos, acorda! Eu não quero ser a única coisa viva aqui!"
Sowlp recupera a consciência, olhando para uma rã mexendo no seu braço. - "...h-hein...? Quem é você?"
A rã ajuda ele a ficar de pé, em meio aos espinhos. - "Tonble! Sou sua melhor amiga agora!"
A mariposa fica confusa. - "Han? Eu mal te conheço! O que tá querendo?" - Ele solta o seu braço da Tonble.
- "Te ajudar a ficar vivo, ué? Não quer minha ajuda não?" - Ela pergunta, confusa.
O mago suspira. - "E-Eu não estou recusando a sua ajuda, eu só não sei o que você quer comigo..." - Sowlp olha para os lados. - "Meu dia está péssimo."
A rã se aproxima dele, confortando com uma das mãos no ombro da mariposa. - "Ah, bem, se não quiser contar está tudo bem." - Sowlp responde com o silêncio. - "Só vi que você teve uma queda feia, então provavelmente você não é daqui, acertei?"
- "...sim, quer dizer, somos do reino de Melrein, não é tão longe assim." - O mago explica.
Tonble acena. - "Ah! É bem perto mesmo, sabe, eu vou super rápido pelos lugares que eu devo até ter pulado por cima do seu reino. Ah, e isso aqui deve ser seu." - Ela entrega o cajado de madeira.
Sowlp pega rapidamente com as duas mãos. - "O-Obrigado, enfim, acho que vou indo." - Ele vai andando sozinho no escuro, com a pequena claridade vermelha do rubi.
Ela acompanha o mago, tirando o chapéu que ela usava. - "Você vai bem rapidinho, hein?"
Ele pergunta de forma objetiva. - "Sabe se tem alguma pedra com energia mágica?"
Tonble responde, colocando o chapéu de volta. - "Não! Na real eu também estava perdida." - A iluminação da caverna do calabouço revela duas entradas. - "E eu também tenho um péssimo senso de direção."
Sowlp encara-a. - "Você realmente consegue me ajudar? Tá mais pra você quem precisa de auxilio."
A rã explica, orgulhosa. - "Eu sei que vou te ajudar em algum momento. Mas, e agora, por onde vamos?"
Ele pensa na direção. - "Pra esquerda, qualquer coisa damos meia volta."
Ambos vão até o corredor e vão para a esquerda, um corredor cheio de estátuas.
Ela elogia. - "São estátuas bem bonitas, né não?"
Sowlp olha até o final do corredor. - "Tenho um pressentimento errado desse corredor."
A Tonble olha para uma das estátuas mais de perto, um tipo de monstro com um coração invertido em seu peito. - "Hm? Você tem? Parece bem normal." - Ela passa sua visão para outra estátua com um corpo pequeno de uma criatura de dentes afiados sendo sustentada por pernas de aranha gigantes. - "Bem, essa daqui parece assustadora, se fosse real."
Ele observa até o final do corredor e encontra uma alavanca.
A rã fala alto para ele escutar do outro lado do corredor. - "A curiosidade tá me matando e eu vou pelo outro lado pra ver o que tem, okay?!" - Ela usa sua língua longa para se impulsionar pelas paredes.
Sowlp suspira e olha pra alavanca. - "Eu não sei como me coloquei nisso, ela sempre pensa nela mesma, sou um idiota de querer ainda ajudar ela as vezes. Queria terminar isso logo de uma vez."
O barulho de uma das paredes tampa a saída do corredor, se transformando em uma parede de espinhos que estava prestes a esmagar a mariposa.
- "PERA, NÃO É ISSO QUE TAVA QUERENDO DIZER!" - Ele se desespera, batendo na porta atrás dele. - "ABRE! Por favor!"
Os espinhos estavam bem perto de esmagar ele. E ele se lembra da alavanca. - "Ativa!"
A porta se abre, e ele pula pela porta antes dos espinhos destruirem e cobrirem a entrada da porta.
A Tonble sorri. - "Heeey, acho que você tava certo, o caminho da direita não tinha muita coisa, só mais espinhos, fogo, armadilhas e algo mais que já esqueci."
Ele se levanta. - "Estamos vivos, pelo menos. Mas e agora?"
A rã dá de ombros. - "Não faço ideia, mas não tem uma saída agora."
Os dois sentem uma energia mágica atrás deles. Em um pilar, tinha uma pedra mágica emanando uma aura roxa.
A Tonble se aproxima e tira a pedra do pilar. - "Com certeza ela parece uma pedra e parece mágica."
A rã atira a pedra para o Sowlp e ele desesperadamente corre para segurá-la. - "...estranho, ele está pela metade? Normalmente a gente derrota alguém e essa pessoa derrete."
A rã observa uma horda de monstros gosmentos surgindo ao redor deles. - "Eles parecem que vão se derreter, mas talvez essa seja a nossa saída."
Ela dá um pulo avançando para um dos monstros, com um golpe aéreo com o pé. O monstro absorve o impacto, e atirado para a parede, se derretendo.
O rubi no cajado do Sowlp brilha com uma forte cor vermelha. - "Eu sinto um sentimento... estranho dessa pedra." - Enquanto os sentimentos estavam dominando a mariposa, os monstros pareciam ignorar a Tonble.
A rã fica confusa. - "Hm? Ei! Eles estão indo até você!" - Ela derrotava os monstros que se aproximavam dele.
O brilho da pedra estava encantando-o. - "Eu me sinto odiado, ela nunca gostou de mim." - Ele reflete sobre a negatividade que a mariposa estava recebendo, se distraíndo.
Tonble acaba com a horda. - "L-Larga essa pedra!" - Ele não escuta e, ao ver uma nova horda ela tira a força a pedra da mão dele.
A metade da pedra cai no chão sem quebrar. Os monstros da nova horda retornam a pedra para o pilar, e eles se derretem, desaparecendo.
Sowlp sacode a cabeça. - "Ugh, o que rolou?"
A rã dá de ombros. - "Sei lá, tu só ficou surdo por um tempo, e os monstros tavam indo pra cima de você."
Uma porta se abre, com uma escadaria indo de volta para o palácio.
Tonble olha pra ele. - "Por sinal, qual o seu nome mesmo?"
Ele responde. - "Ah. Sowlp." - Eles andam juntos até a porta.
A rã sorri. - "Legal, não sabia que teria outro aventureiro por aqui, tenho sorte de você ser bem inteligente."
Sowlp acena levemente. - "Sim... me elogiam muito por conta disso."
- "Você trabalha sozinho?" - Ela pergunta, logo em sequência com um pouco de entusiasmo. - "Eu sou nômade por natureza, mas não me importaria em ter compania."
Ele fala, se resguardando. - "É difícil responder, não sei se consigo confiar em manter uma equipe."
Tonble anda de costas, olhando para ele. - "Entendo, bem, eu não passei por algo assim, mas eu posso ser um contato que você pode me chamar quando precisar." - Ela sorri, ficando com uma cara triste logo após. - "Heh... meio que foi assim comigo por um bom tempo até eu perceber que eu era tratada assim."
Sowlp olha pros degraus. - "Eu também estou começando a entender isso."
Ao aceitarem a comissão do rei, dois mercenários (Sowlp e Mariza) enfrentam diversos desafios para acabar com os bandidos que estão invadindo o Reino de Melrein.
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