Ao descer e subir as escadas, as duas duplas se encontram numa sala de um calabouço vazio, com armas fincadas em pedras e caídas no chão.
- "SOWLP! V-VOCÊ TÁ VIVO!" - Ela começa a voar para cima dele, abraçando e levantando-o para cima.
A mariposa é pega por surpresa. - "V-Você tá me apertando demais..."
Silkie olha para a rã. - "E quem seria você?"
Ela sorri, pronta pra responder. - "Tonble! Vim do vilarejo dos sapos e rãs do ar pra explorar e acabei caindo aqui."
Mariza solta-o. - "A-Ainda acho surreal que vocês estão vivos de uma queda com espinhos..."
Sowlp sorri. - "E-Eu também..."
- "Vejo uma reunião em família aqui?" - Uma voz ecoa a sala, rindo.
Todos eles se preparam para uma luta. - "Ei, quem é você?" - Mariza se pronuncia.
- "Sou apenas um animador de festa, um bobo que era um rei." - Lentamente, o corpo dele se tornava visível. - "Um deus."
Tonble reconhece o corpo dele. - "Oh! Você, eu vi você lá embaixo, tinham umas estátuas suas jorrando fogo e passando fogo com espinhos e um monte de coisa, muito bacana." - Ela ri.
Os outros três encaram ela. E Sowlp diz para o fantasma. - "Bem, eu só vi uma estátua normal de você... e com uma outra..."
O deus fantasma faz um rosto de descontentamento. - "Nós não falamos sobre ela, enfim, caso não tenham reconhecido, eu sou o Lorde Splacatio, também já fui chamado de Lordess."
Silkie interroga-o. - "Tá, mas isso não explica o motivo de não existir nenhum dono dessa pedra, quem estava de olho nela?"
Lordess explica. - "Ah, dessa apenas? Bem, eu sou o dono de todas elas, mas escolhi o meu último refúgio antes de me eternizar nessa dança."
- "Então o que aconteceu com essas pedras?" - Sowlp junta-se para perguntar. - "Afinal, existem 4 locais em que elas estavam ativas, e eles estão supostamente roubando um reino inteiro! O que você tem a dizer?"
O fantasma explica. - "Os Slahei sempre foram criaturas simples, eu não cuidava deles, mas eu sabia que pela natureza deles, eles não fariam algo como organizarem-se para um roubo em conjunto."
Todos abaixam as armas, continuando a escutar o fantasma. - "O único problema deles é que poucos conseguem diferenciar de algo que possa estar ferindo outros, então são extremamente influenciáveis e dependendo de quem instruiu-os para algo dessa proporção."
- "E o motivo dessa... estúpida pedra estar pela metade... aquela cretina e eu entramos no nosso último conflito e escondi uma dessas metades para o subsolo. E vocês foram os únicos que despertaram o meu interesse em explicar isso."
Mariza fica confusa. - "Se... eles realmente não tem nada a ver com isso, quem está influenciando eles?"
Lordess revela um grande e medonho sorriso, que derretia como saliva. - "Ou... se vocês também estão sendo influenciados a serem agressivos, bem material ou não~" - Ele ri. - "Quem que está errado nessa história toda?~ Afinal, deveriam confiar em mim?!"
Silkie fica assustada. - "E-Esse cara é maluco, por que estamos insistindo em trocar ideia com ele?"
O Lorde responde. - "Podem até fugir, mas se saírem, não irão descobrir a verdade..."
- "Essa verdade a troco de nada!" - A aranha diz e logo após atira dois fios de teia em direção ao fantasma.
Os projéteis passam pelo corpo do fantasma. - "Esqueceu? Sou um fantasma!"
O Lorde Splacatio causa um tremor de terra e cria espinhos que vão em direção aos aventureiros. - "Fujam enquanto podem!"
Silkie e Tonble são atingidas, enquanto Mariza e Sowlp olham entre si, assustados.
A aranha grita para os mercenários. - "Fujam! Eu e ela vamos dar um jeito nele enquanto isso."
A abelha e a mariposa correm para subir as escadas.
Mariza fala com Sowlp durante a fuga. - "S-Sowlp, eu só queria dizer que eu não..."
Sowlp fica ofegante. - "E-Eu sei que você quer se desculpar, eu também quero, mas nós temos que sair daqui!"
Eles chegam no final da escadaria, como se o teto estivesse prestes a desmoronar.
O mago corre em direção a saída, mas a ladina abraça-o por trás para carregá-lo pelos ares. - "M-Mas Mariza, é mais seguro corrermos..."
Ela explica, enquanto voa para a saída. - "Tem armadilhas com buracos e espinhos aqui, se você pisa, nós morreríamos!"
Parte do telhado começa a despedaçar, derrubando em cima do piso, em que abria escotilhas e buracos com um grande fundo.
Eles chegam no portão do palácio, e pulam na saída dele, rolando pelo chão por uma distância segura.
Sowlp se levanta. - "Tem certeza que esse pulo foi necessário?"
Mariza sorri. - "Não, mas pareceu legal, não foi?"
Ele sorri. - "É, acho que sim..." - Sowlp olha pra ela. - "Me desculpa por só tomar conclusões, mas... acho que vou precisar de um descanso depois dessa missão."
A abelha gagueja. - "C-Claro! Nem irei discutir. E sinto muito por acabar te esgotando, mesmo que o dinheiro diga mais alto, eu ainda quero dividir com quem eu mais ando junto."
Sowlp fica envergonhado. - "Ah Mariza... nós só nos conheciamos por conta de uma guilda antiga que nos deu um pé na bunda..."
Ela ri. - "É! E nós conseguimos ganhar muito mais sozinhos... Eu não esperaria que o rei também nos chamasse para isso..." - Mariza para pra pensar e depois junta os pontos. - "Espera, se o que aquele maníaco disse era verdade, então nós deveriamos encontrar quem está manipulando todos esses Slahei."
Sowlp fica com o pé atrás. - "Mas, como que vamos saber quem exatamente está fazendo isso?"
Mariza explica. - "Se for verdade, podemos até salvar tempo nessa comissão e evitar que esse manipulador envie mais bandidos pro reino."
A mariposa acena. - "Faz sentido... nossa, estou orgulhoso com você."
A abelha sorri. - "Ah, eu aprendo bem com gente inteligente. Agora vamos voltando pra Melrein, temos que saber onde está esse povoado."
Ao aceitarem a comissão do rei, dois mercenários (Sowlp e Mariza) enfrentam diversos desafios para acabar com os bandidos que estão invadindo o Reino de Melrein.
Comments (0)
See all