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O Renascimento Das Sombras

Capítulo 15 – Testando os pupilos

Capítulo 15 – Testando os pupilos

Aug 02, 2025

A noite caía como véu sobre Rastros-Sangue. A brisa cortava as frestas da cabana com cheiro de folha molhada e fumaça antiga. Dentro, a fogueira ainda ardia baixa, cuspindo estalos espaçados.

Shiro acordou com o coração em disparo.

Ofegante, levou a mão ao peito — a chama branca tremulava como se soprada por um vento de outro mundo. Uma imagem sem rosto queimava em sua mente: Grumak, ajoelhado entre ruínas. Um campo partido ao meio. Lâminas como sombras. Um grito que ecoava sem som.

Ele se sentou, os olhos arregalados procurando por algo que não sabia nomear.

A porta rangeu sem vento.

Lysara estava ali, envolta por um xale de musgo escuro. Seus olhos opacos não piscavam — dourados, imóveis, como os de uma coruja em vigília.

— Você sentiu — murmurou, entrando. — A floresta gritou dentro de ti.

Shiro hesitou, a pele úmida de suor.

— Grumak… ele…

— Ainda luta. Ou já venceu. O eco ainda ressoa, mas não devora mais.

Ela andou até ele com passos suaves, como se pisasse em madeira viva.

— A conexão entre vocês é mais antiga do que os nomes que carregam. Não tente entender — não ainda. Apenas respira.

Shiro soltou o ar devagar.

Lysara ajoelhou-se diante dele. Retirou um pequeno frasco de barro da bolsa e o abriu. Um vapor espesso e azulado subiu, envolvendo o rosto do jovem como véu de calma.

— Fecha os olhos. Escuta com a pele.

Shiro obedeceu. A fumaça parecia entoar um sussurro. Um canto de raízes.

Ela passou os dedos sobre sua testa, traçando um símbolo. Depois, sobre o peito. Depois, desapareceu em silêncio.

Lá fora, o vento cessou.

E Lysara, de pé na varanda, olhou para as estrelas com um suspiro quase aliviado.

— Ele ficou de pé. A floresta escolheu.

O amanhecer trouxe cheiro de pinho queimado e pão rústico. Helster mastigava sem pressa, os olhos ainda inchados de sono. Alvim mexia a sopa numa panela como quem luta com um inimigo antigo.

Shiro apareceu, mais quieto que o habitual.

— Dormiu? — perguntou Helster.

— Dormi… depois.

— Teve sonho estranho, né?

Shiro apenas assentiu.

Lysara entrou com a luz nas costas. Trazia nas mãos um ramo de folhas secas, que atirou na fogueira — um estalo de aroma cítrico se espalhou pela cabana.

— Hoje… é o dia em que deixam de brincar de guerreiros.

Alvim suspirou alto.

— Lá vem.

Ela o ignorou.

— Há uma criatura no limite do véu. Um ser que vive fora do ciclo, no espaço entre o caos e o controle. Já mandei Alvim atrás dela uma vez. Ele voltou com orgulho quebrado e três costelas tortas.

— Quatro — corrigiu o velho, resmungando.

— Quero que levem esses dois até ela.

Alvim cruzou os braços.

— Não são prontos. Vão se matar.

— Se forem fracos, sim. Mas se forem o que eu vi… sobreviverão. Talvez até aprendam.

Helster largou o pão.

— Quer que a gente… cace uma criatura que derrotou o Alvim?

— Quero que a enfrentem. E se ainda forem os mesmos quando voltarem… então não são os que preciso.

Shiro olhou para Lysara, os olhos firmes.

— O que é essa criatura?

— Uma Fenda-Viva. Um fragmento de algo que escapou quando o mundo era mais mole. Ela não te mata — te devora. Mas apenas se tua energia for falsa.

Silêncio.

Então, sem aviso, Lysara apontou para Alvim.

— Traga as armas.

— Quais?

— As certas.

Alvim praguejou baixinho e sumiu no fundo da cabana. Quando voltou, trazia dois objetos cobertos por panos.

Lysara retirou o tecido com cuidado. Debaixo dele, uma espada longa de lâmina curva, com o símbolo de um leão de crina flamejante entalhado no punho.

— Esta é tua, Shiro.

Shiro tocou o cabo com hesitação. Ao segurar, sentiu uma vibração sutil percorrer os ossos. A lâmina parecia viva, pesada, mas obediente. Como um animal velho que só respeita quem sangrou.

— O leão arde e ruge quando a alma entra em combustão. Ela foi forjada com ferro do norte e temperada com fogo de ritual. Só responde a quem arde por dentro.

Depois, Lysara revelou a segunda arma: uma espada curta de fio grosso, e um escudo arredondado com desenhos gravados à mão — javalis em círculos, cabeças baixas, presas erguidas.

— E esta é tua, Helster. Escudo e lâmina de equilíbrio bruto. Não refletem luz. Mas quebram lanças com o peso da terra.

Helster pegou o conjunto com cuidado. O escudo parecia pulsar. Sentiu os músculos do braço reagirem. Como se fosse feito para ele.

— Vocês dois já passaram da hora de deixarem de usar armas emprestadas.

Lysara então retirou de uma bolsa pequena duas pedras do tamanho de unhas — uma âmbar com reflexos carmesins, outra esverdeada com veios de prata.

— Estas são sementes de energia ancestral. Fragmentos puros.

Ela colocou a âmbar sobre o centro da espada de Shiro, e a verde no centro do escudo de Helster.

Então fechou os olhos e recitou algo em língua esquecida:

“Que a essência encontre o vaso certo.
Que a forma revele a alma.
Que o portador não rompa o pacto.
E que a energia obedeça apenas a quem se reconhece.”

As pedras afundaram nas armas com um brilho surdo, sem explosão — como se tivessem sempre pertencido àquilo.

Shiro sentiu o calor subir pelo punho. Helster quase caiu com o peso novo do escudo — que agora parecia feito de ossos antigos.

Lysara os observou longamente.

— A partir de hoje, não escondam mais o que são. Nem o que carregam.
Estas armas não matam por si. Mas revelam. E isso pode ser mais perigoso que qualquer corte.

Shiro engoliu seco.

Helster assentiu.

Alvim pigarreou.

— Então vamos?

— Espera — disse Lysara.

Ela andou até a porta, olhou para o céu pálido.

— Tragam ao menos um fragmento da criatura. Se voltarem vivos, terão dado o primeiro passo. Se não… que o véu os recolhas com honra.

Depois do ritual, Alvim guia os dois por uma trilha áspera que corta uma encosta coberta por neblina espessa. O tom muda. A floresta ali parece mais “antiga”, como se algo esquecesse de morrer ali dentro.

Eles avançam até uma encruzilhada natural — onde três pedras em forma de dente brotam do chão.

Alvim para.

— Daqui em diante, vou só com os olhos.

Shiro franze a testa:

— Você não vai nos levar até lá?

Alvim aponta com o queixo para o sul, onde a vegetação se retorce como nervuras negras.

— O covil está além daquele arco de galhos. O chão lá dentro... é traiçoeiro. E o véu... frágil demais para um terceiro.

Helster morde o canto da boca.

— Você tem medo?

Alvim gira o olhar devagar.

— Não. Mas conheço o gosto do erro. E lá dentro… até um passo de hesitação vira sentença.

Então ele entrega dois cristais menores — um para cada.

— Se vocês quebrarem isso… eu sentirei. Mas não os tirará de lá. Só me dirá que estão vivos.

Pausa. Ele respira fundo, encarando os dois como um ferreiro que sabe que a espada não volta da batalha.

— Essa parte, nenhum mestre podem atravessar por vocês.

E aí ele pode dizer algo marcante:

"De agora em diante, não são mais aprendizes. São sobreviventes em teste. Se voltarem... saberão o que são. Se não... o véu fecha atrás."

Ele vira-se lentamente, com a capa arrastando no chão seco, e desaparece entre as árvores — sem olhar para trás.

Shiro e Helster se entreolham.

Shiro respira fundo.

— Pronto?

Helster ajusta o escudo.

— Depois disso… a gente vai precisar de nomes novos.

E os dois avançam sozinhos — para dentro da clareira onde até a luz hesita em entrar.

O véu começava raso.

Sombras nas copas. Umidade densa nas raízes. O vento… calado.
Mas bastaram cinco passos para o ar tremer.
Sete, e os dois já estavam separados.

Shiro olhou para trás.

— Helster?

Silêncio. Nenhum som de resposta, nem mesmo o som do próprio nome.

Ele apertou a empunhadura da espada-leão. A mata à frente ondulava, não com o vento — mas como se respirasse.

No mesmo instante, Helster avançava entre troncos disformes, escudo erguido, espada curta na lateral. As árvores pareciam maiores ali. As folhas pendiam como olhos.

Ele tentou falar:

— Shiro?

Mas sua voz voltou para ele, distorcida — “Você.”
Som de água quebrando.

Ambos estavam, sem saber, no mesmo espaço.
Mas em mundos diferentes.

Foi Shiro quem viu primeiro.

Uma figura emergindo entre os galhos — encurvada, mas com a silhueta familiar. Ombros largos. Escudo na mão esquerda. Espada curta arrastando na outra.

Só que… o rosto estava errado.
Como se tivesse sido raspado. Os olhos eram buracos de fumaça.
O escudo… pulsava como carne viva.

— Helster?

A criatura rosnou.

Avançou.

Helster também viu.

Uma sombra em chamas — andar desequilibrado, espada longa em punho, flamejante.
A boca da figura se abria num sorriso irregular demais, dentes demais.
Os olhos queimavam em branco cego.

— Shiro…?

O monstro rugiu.

Avançou.

Eles colidiram.

Lâmina curta contra espada longa.
Escudo contra fogo.
Amizade contra pavor.

O som era abafado. Como se lutassem debaixo d’água.
Cada golpe feria mais a alma do que a carne.

Shiro gritava: “Para!” — mas a criatura só rugia.
Helster clamava: “Desiste!” — mas o monstro avançava.

A espada do leão cortou o ombro de Helster.
O escudo do javali esmagou o flanco de Shiro.

Ambos sangraram.
Ambos hesitaram.
Mas a criatura Ez’Thirra… sorria entre véus invisíveis.

Ela se alimentava do elo rompido.
Das rachaduras da confiança.

Helster cambaleou, escudo vibrando em sua mão.

A figura distorcida à sua frente rugia seu nome — “HELSTER!” — num tom de zombaria animalesca.
Mas então… ela disse algo mais.

— Eu não quero te ferir.

A voz.
Não foi gutural. Não foi monstro.

Foi… Shiro.

Helster arregalou os olhos.
Tudo girava. Mas dentro dele, uma certeza queimava: “Isso não é o inimigo.”

Ele cravou o escudo no chão.

Uma pulsação atravessou o ar.

Raízes de luz explodiram do chão ao redor da criatura, entrelaçando-se no ar, prendendo-a em um casulo vibrante.
Veios verdes e azuis se costuravam, como muralhas em movimento.

A habilidade nascera sem aviso, mas com propósito.

A Barreira da Verdade.

Dentro dela, o mundo parou.

A criatura distorcida… desfez-se como fumaça ao sol.
E no centro da prisão… Shiro.
Arfando. Sangrando. Mas com olhos limpos.

— Helster…?

— Você me ouviu — murmurou Helster. — Mesmo debaixo da mentira.

Sem perder tempo, Helster girou o escudo.
A energia da barreira espiralou de novo, expandindo-se na direção oposta — e capturou algo invisível no ar.

A verdadeira Ez’Thirra gritou.

A ilusão caiu como véu rasgado.

Shiro sentiu o mundo retornar.
Luz e som explodiram nos ouvidos. O chão sob seus pés existia outra vez.

À sua frente, Helster de joelhos, escudo ainda cravado, canalizando.
E, entre eles… a coisa.

Ez’Thirra revelava seu corpo real — um horror moldado da essência dos dois.

Cabeça alongada, sem olhos, mas com um sussurro constante no ar.
Braço direito: segurava uma espada flamejante como a de Shiro, mas derretida, selvagem.
Braço esquerdo: empunhava um escudo de carne e pedra, rachado, idêntico ao de Helster.

Era uma fusão grotesca.
O reflexo da dúvida, da quebra, da simbiose falha.

Shiro ergueu a espada-leão, ainda com a respiração presa.

— Isso… era o que ela queria o tempo todo.

Helster se pôs de pé ao lado dele.

— Que a gente se destruísse antes de vê-la.

A criatura rosnou. E correu.

O confronto foi direto, brutal.

Ez’Thirra atacava com os mesmos estilos que eles conheciam — mas distorcidos.
A espada flamejante cortava em curvas imprevisíveis.
O escudo de pedra reverberava como se cuspisse ondas de repulsa.

Shiro atacava em ritmo fluido, mas agora… canalizava com clareza.
Fogo branco, limpo, sem fúria.
Cada golpe deixava rastros de brasas — mas não raiva.

Helster bloqueava como nunca.
O escudo agora era extensão do corpo — e da alma.
Desviava. Absorvia. E contra-atacava com precisão.

No clímax da batalha, a criatura tentou separar os dois — girando em fúria, lançando-os para lados opostos.

Mas Shiro gritou:

— Helster, agora!

O escudo brilhou.
Helster avançou com a lâmina curta.
Shiro saltou por cima do ombro dele, espada em arco.

Impacto duplo.

A espada curta abriu o flanco.
A espada longa rasgou o núcleo.

Ez’Thirra berrou sem som — e se desfez em véus.

No chão, apenas um cristal espelhado, escuro como breu e leve como silêncio.

Shiro o recolheu.
Dentro, viu seu reflexo. E o de Helster.

Mas não seus rostos.
Suas escolhas.

— Isso… foi o que ela queria mostrar, não foi? — disse Shiro.

— Que a dúvida é o verdadeiro corte.

— E a confiança… a única lâmina que ela não pode imitar.

Eles se sentaram na beira da clareira, respirando enfim.
A brisa voltava. As árvores paravam de vigiar.

— Ei, Helster.

— Hm?

— Aquela habilidade… foi bonita.

— Foi assustadora. Mas útil.

Shiro sorriu, apoiado na espada.

— Somos um bom par, escudo.

— E você ainda me deve um jantar, espada.

Ambos riram, baixos, feridos, inteiros.

O teste terminara.

Mas a guerra não.

E a criatura… não fora a última a tentar romper o elo que os unia.

O silêncio após o confronto era tão absoluto que até os galhos pareciam escutar.

Shiro e Helster ainda estavam sentados, as armas ao lado, olhando o cristal negro que pulsava entre eles. Era frio ao toque, mas vivo. Carregava algo que não era poder — era memória.

— Chega — disse Shiro, por fim.

Helster tirou a pequena pedra que Alvim havia entregue antes da missão. A superfície estava rachada, como se tivesse absorvido cada segundo da luta. Ainda assim, intacta.

— Pronto pra ver a cara dele quando souber que sobrevivemos?

— Não. Mas quero ver a cara dele quando souber que conseguimos juntos.

Helster assentiu. Juntos, como haviam entrado. Como haviam saído.

Ele ergueu a pedra, e apertou na mão.

A pedra se partiu com um estalo seco. Um lampejo prateado subiu no ar, como uma centelha que só o véu reconhecia. Em segundos, o brilho se dispersou… e o vento mudou.

Quando Alvim apareceu, estava exatamente onde os havia deixado: de braços cruzados, postura de pedra, mas olhos atentos.

Shiro e Helster saíram entre os galhos. Sujos, machucados… mas inteiros.

Alvim olhou para os dois em silêncio.

Depois, o escudo. A espada curta. A lâmina do leão.

E por fim… os olhos deles.

— Vocês voltaram.

Helster abriu a boca pra soltar um comentário — mas não havia sarcasmo dessa vez.

Shiro apenas entregou o cristal escuro.

Alvim o pegou. Olhou o reflexo.

— Ela não conseguiu enganar vocês até o fim.

Shiro respondeu:

— Ela quase conseguiu. Mas a gente viu além.

Alvim guardou o cristal no manto. O gesto foi mais solene do que prático.

— Então… o teste serviu. Vocês quebraram o que eu não consegui.

— A criatura? — perguntou Helster.

— Não. A ilusão entre vocês.

Ele se virou, começando a andar.

— Venham. Lysara vai querer ver com os próprios olhos o que vocês se tornaram.

Shiro olhou para Helster. Helster olhou para o céu.

O véu se fechava atrás deles como uma cortina que se despede de um ato.

E eles caminharam. Não como garotos.

Mas como dois que voltaram do espelho partido… com o vínculo intacto.

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Grumak era só mais um homem tentando sobreviver em um mundo que não dava trégua. Um lugar onde sobreviver era tudo, e amor... era quase um luxo. Entre batalhas, trabalhos sujos e noites vazias, ele mal conseguia tempo pra olhar nos olhos do próprio filho, quem dirá criar laços. O mundo moderno o engoliu cedo demais — e ele apenas seguiu endurecendo.

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Uma história de fantasia, paternidade, sacrifício e reconstrução.
Onde monstros são enfrentados com espada, mas também com o coração.
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