Please note that Tapas no longer supports Internet Explorer.
We recommend upgrading to the latest Microsoft Edge, Google Chrome, or Firefox.
Home
Comics
Novels
Community
Mature
More
Help Discord Forums Newsfeed Contact Merch Shop
Publish
Home
Comics
Novels
Community
Mature
More
Help Discord Forums Newsfeed Contact Merch Shop
__anonymous__
__anonymous__
0
  • Publish
  • Ink shop
  • Redeem code
  • Settings
  • Log out

Odisseia Pós-exílio

1.4: Laços Forjados no Sangue

1.4: Laços Forjados no Sangue

Jan 20, 2026

LAÇOS FORJADOS NO SANGUE


Frost observa a sala ao redor, bastante confuso com a situação. Percebendo que o ambiente é bem apertado e fechado. Qualquer rota de fuga era impossível, principalmente pelos guardas atrás do Paranorman.

Espera, onde estou? Pensei que já estaria morto a essa altura. O que vão fazer comigo agora? Sessão de tortura? — Pensou Frost imensamente preocupado.

— Não se preocupe, só quero conversar tranquilamente com você. Queria fazer algumas perguntas e interrogar um pouco.

 Paranorman diz amigavelmente enquanto relaxa no assento.

— Conversa tranquila? Não sei se vou ajudar muito, sendo bem direto, o Jeff só me contratou para assassinar você. Ele não me deu mais nenhum detalhe, apenas aceitei como qualquer outro trabalho que faço em Tokdo.

Frost fica um pouco mais tranquilo e se acomoda na cadeira enquanto cruza as pernas e espera a resposta.

— Impossível! Foi só isso mesmo? Ele não lhe deu uma informação adicional?

— Ele disse que eu poderia levar o tempo que quiser para terminar o serviço, infelizmente só isso que tenho para oferecer.

Paranorman suspira fundo e fecha os olhos, sentindo um medo avassalador. Jeff estava planejando algo grande e bem-arquitetado, só de pensar nisso, fica com calafrios imaginando as inúmeras possibilidades que esse monstro tentaria fazer contra ele e seu reino pacífico. Ele teria que agir o mais rápido possível para evitar o pior, ao abrir os olhos novamente, analisa a situação minuciosamente enquanto analisa o rosto de Frost.

— Tenho uma proposta, você tentou assassinar o rei de uma grande nação e ainda me deixou cego de um olho, oficialmente sua sentença seria a execução.

Paranorman diz com imponência, mostrando com o dedo indicador o tapa olho no rosto.

— Nessa altura, estaria morto. Mas posso oferecer um acordo para limpar seu nome no meu reino, com uma condição, que seria trabalhar para mim como espião. Você vai se infiltrar no exército de Todko e virar um assistente para o Jeff enquanto vai me dar todas as informações que eu precisar para me antecipar e planejar num plano.

— Você realmente vai limpar meu nome se eu fizer apenas isso? Isso está bom demais para ser verdade...

Frost fica um pouco desconfiado e analisa o rosto de Paranorman, estudando cada detalhe com bastante cautela.

— Não se preocupe, se eu estivesse tramando algo, nem estaria mais vivo aqui falando comigo, não acha?

Frost bufa um pouco e fica olhando para o chão, bem pensativo, analisando a proposta do rei. Dada a situação dele, não tinha muita escolha a não ser aceitar logo. Levantando sua cabeça em direção ao rosto do Paranorman novamente.

— Vou aceitar sua proposta, pode me chamar de Frost. O que preciso fazer exatamente agora?

Paranorman sorri bastante para Frost e estende sua mão em direção a ele, diz amigavelmente.

— Primeiro, descanse um pouco nos meus aposentos. Vou solicitar para os guardas levá-lo até seu quarto, você vai precisar ficar no meu castelo por um tempo, faz parte do meu plano, Frost.

Paranorman faz um grande sorriso caloroso para ele. Frost fica um pouco sem jeito por estar sendo tão bem recebido e ainda ter um quarto próprio temporário, estendendo a mão e apertando a de Paranorman, firmando o acordo oficialmente.

— Tudo bem, obrigado…

Um dos guardas atrás se aproxima de Frost, enquanto o leva para fora da sala de interrogação para seu quarto. Paranorman fica na câmara observando, ficando um pouco mais aliviado e calmo.



O guarda leva Frost para um quarto próximo a uma escada que conduz para uma das muralhas de observação do castelo.

 — Este será seu quarto, espero que aproveite bastante.

O guarda entrega a chave para Frost e se curva, despedindo-se dele e voltando para suas funções, deixando-o sozinho. Ao abrir a porta, o ambiente era bem espaçoso, mas bem vazio. Com uma mesa de madeira, uma janela grande e uma cama média que parecia bem confortável. Sentando lentamente no colchão fofinho, fica examinada a área tranquilamente, apreciando a solidão.

Bom, pelo menos esse Paranorman é bem legal. Oferecendo uma oferta dessas para a pessoa que tirou a visão de um dos olhos, será que estou sonhando? — Pensou Frost um pouco aliviado e se acomoda na cama, fechando os olhos enquanto suspira suavemente, sentindo o vento fraco da janela entreaberta próxima à cama. Adormecendo ali mesmo.



A noite vai passando de forma rápida, o sol já estava batendo na janela, iluminando o quarto. Frost abria os olhos devagar enquanto se espreguiçava no colchão macio, saindo pouco a pouco da cama, se aproximando da porta que ele se esqueceu de fechar. Ele percebe pela fresta da escada que há uma pessoa lá em cima, subindo vagarosamente rumo ao topo, ele segue os passos, e lá no alto daquela torre estava Paranorman observando o amanhecer.

Frost esfrega seus olhos com a mão, sua visão ainda estava bem turva e sonolenta, aproximando-se dele com passos suaves e colocando os braços na estrutura de pedra perto de Paranorman.

— Sei que é cedo para perguntar, mas por que poupou minha vida? Você teve várias chances de me matar, então por quê?

Frost diz ainda bem sonolento enquanto boceja um pouco.

— Vai simplesmente ser tão direto assim? Pelo menos seja educado e fale “bom dia”.

Paranorman ri um pouco, dizendo num tom brincalhão.

— No fim das contas, só presumi que você devia ser minimamente confiável e que talvez tivesse algum valor. E quem sabe até uma família esperando você voltar pra casa... ou pelo menos um cachorro.

— Tch, que motivo mais idiota. Eu aqui pensando que tinha algum motivo decente para poupar minha vida.

— Não vai nem me agradecer? Você é bem ingrato, sabia?

— Hmph... que saco, fala logo o que preciso fazer, não posso ficar no seu castelo o tempo todo. Quais são as ordens?

Paranorman fica com uma expressão mais séria enquanto observa o reino pensativo e diz com imponência.

— Preciso que você fique aqui por pelo menos 15 dias, preciso estudar bastante a situação. Se o Jeff estiver pensando em atacar meu reinado, vou urgentemente ajeitar as forças do meu exército.

— Percebi uma coisa durante o tempo que estive aqui, seu exército é bem pequeno e fraco. São pouquíssimos andando pelo reino, a maioria deles está concentrada aqui protegendo seu castelo. Consegui entrar devido a uma brecha, uma parte específica do muro tinha uma quantidade baixa de guardas.

— Tirei alguns vigias para fazer uma ronda na cidade, mas de fato, meu exército, além de minúsculo, não está preparado para algo tão grande como uma guerra. 

— Melhor você preparar um alistamento mais rígido e arrumar bons professores para fazerem treinamentos mais rigorosos com seus homens.

— Vai ser bem trabalhoso fazer isso, precisarei preparar os guardas para o recrutamento de homens de cidades mais próximas…

Paranorman desce as escadas rapidamente, procurando um dos guardas do castelo. Após encontrar um deles, grita bastante alto.

— Você aí, comece a organizar algumas carroças e guardas para alistar mais homens no nosso exército em outras localidades. Vamos aumentar o número de pessoas e iniciar treinamentos mais intensos, precisamos adquirir resistência para proteger o reino.

— Sim, senhor! Vou preparar tudo agora mesmo.

O guarda corre rapidamente para preparar as coisas, Frost desce as escadas lentamente e fica atrás de Paranorman.

— Você vai ficar bastante ocupado nas próximas semanas, eu posso auxiliar em algumas coisas se quiser.

— Sério? Pensei que não iria querer ajudar, por isso nem entrei no assunto.

— Não vou ficar aqui nesse castelo sem fazer nada, pelo menos me deixe dar algum tipo de suporte.

— Isso vai ser de grande ajuda, será um prazer trabalhar com você, Frost.



Durante os quinze dias em que Frost esteve no castelo, auxiliou as forças do reino de Dungeons em várias funções, como um experiente assassino e grande estrategista em combate, ajudava no processo de treinamento dos soldados e era também responsável por pensar em estratégias para diferentes tipos de situações que Jeff pensaria em fazer contra o reinado.

O tempo passou voando, a relação entre Jeff e Paranorman se fortaleceu, rapidamente se tornaram amigos. O tempo dele no castelo estava chegando ao fim, onde finalmente tentaria se infiltrar nas defesas de Tokdo como um agente secreto, fornecendo as informações necessárias para dar auxílio para o reino.

Do lado de fora do castelo, perto do grande portão do reino, com um contraste de um belo amanhecer ao fundo. Vemos Frost preparando sua bolsa para partir em direção a Tokdo, rumo à sua missão de espionagem. Após colocar sua mochila nas costas, olha fixadamente para a imensa entrada e volta seu olhar para Paranorman.

— Vou tentar chegar o mais depressa possível, se cuida, viu. Quando eu voltar, quero beber umas cervejas contigo até não aguentar mais!

— Eu que deveria dizer para tomar cuidado, idiota. Se o Jeff perceber qualquer comportamento suspeito, vai ser o seu fim.

— Pode relaxar aí, vou estar aqui enchendo seu saco novamente, vivo e saudável. Agora, se me der licença, preciso cumprir meus afazeres. 

Frost vira as costas, e começa a correr em linha reta enquanto acena com a mão, despedindo-se temporariamente dele e indo rumo a Tokdo, a pé, sem montaria para não chamar atenção. Paranorman com um sorriso no rosto, observa o amigo sumindo gradualmente, até não conseguir mais o ver. Mas seu semblante feliz rapidamente se desfaz, surgindo um bem mais sério, preocupado com o futuro incerto.



Frost após movimentar-se velozmente até Todko, faz a mesma rota para atravessar o muro levemente menor, se esconde dos guardas enquanto desce para a parte de dentro do império. Avista os becos escuros que mal tinham pessoas passando, anda vagarosamente em direção à gigantesca fortaleza de Jeff. Analisando minuciosamente os detalhes daquele monumento, ele invade com facilidade a estrutura. Aproximando-se cada vez mais do escritório onde normalmente fica, chega na porta e abre sem hesitar. 

Enxergando ali na frente, Jeff, que está sentado em sua cadeira confortavelmente, abre um largo sorriso no rosto ao ver o Frost novamente em seu castelo.

— Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo? Que demora toda foi essa? Sei que falei que podia fazer no seu tempo, mas foi bem exagerado. Posso deduzir que fez um bom serviço, imagino eu.

— Desculpe a demora, foi bem trabalhoso, mas tentei ao máximo fazer em menos tempo. O corpo de Paranorman a essa altura, deve estar apodrecendo no rio onde o joguei ao fundo.

— Fico satisfeito ouvindo isso, já que fez uma excelente tarefa, irei alterar seu bônus que mencionei há uns bons dias...

Frost fica apreensivo e nervoso com a mudança repentina desse suposto "bônus" e pergunta relutantemente.

— O que seria essa mudança?

Jeff sorri diabolicamente, levantando a mão para cima, movendo seus dedos de um jeito estranho. Enquanto dois sacos cheios de moedas caem na frente do Frost, um som estrondoso ecoa pela sala inteira. Os olhos do assassino ficam arregalados com a quantia exorbitante de dinheiro nas sacolas e, instintivamente, faz contato visual com o rei de Tokdo.

— O seu bônus vai ser uma oportunidade maravilhosa de trabalhar comigo e ainda receber um salário incrível, suas habilidades não podem ser desperdiçadas com assassinatos inúteis. Se junte a mim, Bloodthirsty Man.

Ouvindo claramente o que Jeff falou, instantaneamente percebendo que seria a oportunidade perfeita para se infiltrar e catalogar as informações.

— Não estava esperando por isso, mas com essa quantidade de grana. Impossível recusar isso, vai ser um prazer trabalhar com vossa excelência.

— Assim tão fácil? Parece que o dinheiro é a sua fraqueza. Nem precisa de formalidades, vamos fortalecer nossa magnífica relação e ser amigos do peito.

— Bom, sendo um pouco direto, para que exatamente você queria que eu matasse o rei do Dungeons? Pelo que fiquei sabendo, quando fui fugir de lá, o local todo estava um caos com a perda do soberano deles.

Jeff fez um largo e gigantesco sorriso, rindo loucamente com a informação de Frost, ficando sem ar por um tempo de tanto rir. Com um semblante assustadoramente feliz em direção a ele, fala com a mais pura felicidade.

— Por onde eu começo? Vou organizar minhas defesas grandiosas, rapidamente irei dominar aquele reino insignificante e roubar as masmorras cheias de minérios preciosos. Com tanta riqueza, não vou precisar de mais nada. Melhor já organizar as coisas, por hoje está dispensado. Volte amanhã, informarei de todas as novidades.

Frost tenta manter a expressão séria e neutra, mesmo com a situação atual, acena com a cabeça, pegando as duas sacolas do chão e sai da sala um pouco apressado, fechando a porta.



Enquanto isso, no castelo de Paranorman. Ele parecia preocupado com Frost, que até então não enviou nenhuma informação sobre sua chegada. A porta atrás dele se abre, um soldado se aproxima segurando um envelope na mão e o coloca na mesa suavemente e diz.

— Agora pouco chegou essa mensagem para vossa majestade, o remetente é o Frost.

Paranorman pegou apressadamente a sobrecarta, abrindo-a com facilidade, e começa instantaneamente a ler o papel.

“Paranorman meu amigo, te envio este escrito o mais rápido possível. Daqui 5 dias, a partir do momento em que escrevo esta carta, Jeff iniciará seu plano de invasão e captura do reino de Dungeons, peço que prepare suas tropas e seus mantimentos o mais rápido que puder.”

Paranorman arregala os olhos, se vira bruscamente para o soldado e fala com grandiosidade. 

— Não temos tempo a perder agora, vamos iniciar nossa estratégia de ataque agora mesmo!

— Sim, Senhor!

Na janela, vemos nuvens negras que se formam do lado de fora, pequenos pingos caem do céu lentamente, se intensificando muito até o início de uma chuva forte, com ventos robustos, que se instaura pela magnitude deste enorme reino. Esse clima denso está por todos os cantos dessa imensidade, especificamente, numa aldeia pequena. Pode-se ouvir uma criança chorando no meio da floresta, gritando pela ajuda de seu pai, os cabelos pretos curtos estão encharcados, totalmente perdida no vasto bosque cujo esconde vários perigos. Quem cuidará desta pobre alma?

brenoaddons678
Mister Iyashi

Creator

Comments (0)

See all
Add a comment

Recommendation for you

  • What Makes a Monster

    Recommendation

    What Makes a Monster

    BL 76.4k likes

  • Arna (GL)

    Recommendation

    Arna (GL)

    Fantasy 5.5k likes

  • Blood Moon

    Recommendation

    Blood Moon

    BL 47.9k likes

  • The Last Story

    Recommendation

    The Last Story

    GL 57 likes

  • Invisible Boy

    Recommendation

    Invisible Boy

    LGBTQ+ 11.6k likes

  • Earthwitch (The Voidgod Ascendency Book 1)

    Recommendation

    Earthwitch (The Voidgod Ascendency Book 1)

    Fantasy 3k likes

  • feeling lucky

    Feeling lucky

    Random series you may like

Odisseia Pós-exílio
Odisseia Pós-exílio

261 views1 subscriber

Autores: Mister Iyashi & TiwRideki
Subscribe

6 episodes

1.4: Laços Forjados no Sangue

1.4: Laços Forjados no Sangue

9 views 0 likes 0 comments


Style
More
Like
List
Comment

Prev
Next

Full
Exit
0
0
Prev
Next