A MORTE QUE MARCHA
Eram 23:00 da noite do segundo dia, algumas divisões da leva já haviam voltado com recrutas para o reino, geralmente os mesmos deveriam sair pela tarde ou pela manhã, mas ambos deviam voltar antes das 00:00. Inesperadamente, para a surpresa de todos, a 2º divisão da leva de Dungeons não voltava, mesmo quando o relógio se movia e atingia o tempo limite de espera.
O tempo passou e o relógio batia as 06:00 da manhã, Paranorman planejava atacar Jeff com suas tropas durante a noite, mas o mesmo se preocupava com a divisão de homens que misteriosamente havia sumido no dia anterior, ele mandou uma equipe de patrulha para ser responsável pela investigação, e finalmente, por volta das 08:00 da manhã, os homens foram encontrados, mas infelizmente, nem todos com vida.
Alguns homens alegaram ter visto seus companheiros sendo atacados por uma criatura de 5 metros de dentes afiados, quando Paranorman pediu por uma descrição mais precisa de tal criatura, ambos não souberam responder, pensou Paranorman que o pânico talvez tivesse afetado a memória de seus homens. Muitos não sobreviveram, a maioria dos soldados e recrutas foram mortos, tiveram sua cabeça esmagada e seus rostos totalmente desfigurados.
Alguns soldados viram seus próprios parceiros tentando atacar seus aliados, estes homens foram questionados do porquê, e tudo que saía de suas bocas eram frases sobre uma terrível dor de cabeça, alusão ao suicídio e puro sadismo. Tais homens, como medida de segurança, foram executados minutos depois do interrogatório.
Paranorman agora ficava preocupado, havia uma criatura fora de seu conhecimento que podia afetar a mente de seus soldados? Tal dúvida gerava confusão e o mesmo deveria arcar com o prejuízo de perder uma parte de seus reforços para a grande batalha que se aproximava, porém, já era tarde e tudo que deveria ter sido feito, foi feito.
As 12:00 se iniciavam as preparações finais para a grande batalha, pode-se ver Bruno junto a seu pai, fazendo seus aquecimentos, apreensivos para a batalha que se aproximava, Bruno e Romeu recebiam seus equipamentos de soldado, o nervosismo tomava conta de seu corpo, e trêmulo, Bruno pegava sua enorme espada, semelhante a de Rosen'd Driw.
Finalmente, às 18:00 da tarde, com as 4 divisões de cavalaria, seus reforços e arqueiros posicionados, se iniciava a cerimônia e o discurso de guerra, pode-se ver Paranorman com seu forte cavalo ziogra em frente as seus soldados, carregando com orgulho um escudo que continha o D de Dungeons.
— Senhores, sintam-se orgulhosos! Neste dia, vocês irão lutar pela suas famílias e pela nossa potência, tal batalha será lembrada pelos seus familiares, aqueles que voltarem, voltarão como eternos heróis, e os que não voltarem, morrerão como lendas!!!
Grita paranorman enquanto levanta sua espada aos céus.
Os soldados gritam e também erguem suas espadas, repetindo o movimento.
— Hoje eu não peço que lutem apenas com seus corpos, lutem com sua alma, com seu coração, lembrem-se de seus filhos, suas filhas, seus familiares, ou qualquer pessoa que esperam por vocês em suas casas, e aqueles que não houverem quem os espere, que façam desta batalha suas próprias vidas!!
— Lembrem-se das antigas promessas que fizeram a si mesmos, lembrem do crescimento que farão a si mesmos, lembrem de suas identidades.
— Se perderem os seus cavalos, abandonem-os, se perderem seu braço, usem o outro, e se perderem o outro, usem suas pernas.
— Também digo-lhes para ter a certeza, que neste dia há algo grandioso guardando a todos vocês, a nossa deusa, nos guiará no nosso caminho, e fará de nossa batalha vitoriosa, devotem seus corações a deusa Lorrita!!!
Paranorman bate com sua espada recém erguida em seu escudo e dá um grande grito de glória, e todos fazem o mesmo, o momento é seguido por gritos de orgulho que ecoam por todo o lugar, até que finalmente, partem para a batalha. Cada divisão da cavalaria foi para um lado estratégico, caminhos diferentes, e ambos partiram para a viagem, as divisões seguiam com seus cavalos, e a infantaria ia em carroças responsáveis pela locomoção, alguns também iam na garupa de alguns da divisão da cavalaria.
Paranorman, além de ser um rei respeitado por ter muita experiência em combate e respeito de seus súditos, durante as batalhas, atuava como o comandante, o mesmo agia na linha de frente da 1º divisão de seu exército. Durante a viagem, ele vê um grupo de soldados com escudos alinhados indo nas suas direções, o momento é tomado por um enorme sorriso estampado em seu rosto, o mesmo agora havia tido a certeza de suas suspeitas, Jeff havia planejado toda aquela situação, o mesmo esperava ser traído por Frost, e havia preparado sua defesa antecipadamente.
— deusa Lorrita, te peço neste momento que cuide de meus amigos, pois dos meus inimigos cuido eu.
Diz o orgulhoso, poderoso rei Paranorman
Todos os caminhos que seguiram as divisões estavam bloqueados pelo exército de Jeff naquele momento, sorridente, Paranorman sinaliza ao seu bardo para tocar a música de combate, iniciando assim, a batalha que será lembrada por décadas…

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