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A Flor Negra da Cerejeira - Prata e Ouro, Diamante e Jaspe

O Preço de um Pedido

O Preço de um Pedido

Apr 19, 2026

Dia seguinte, às 06:30 da manhã.

Mahina havia acordado há pouco tempo, e ainda ajeitava os cabelos quando Kaito apareceu atrás dela, com uma expressão meio apreensiva e de quem soubesse do que ela havia conversado com Ryotaro.
— O que? 
— Você falou com o Sato ontem? 
— Falei sim. Ele tava com alguns problemas.
— Que problemas? 
— Com uma veterana. Ele pediu pra eu resolver, e eu resolvi.
Kaito sabia que algo não estava certo.
— Resolveu com algum dos seus contatos?
Mahina congelou por um segundo antes de formular outra resposta rapidamente:
— Sim, mas nenhum dos de alto risco.
— Quem você contatou? — Kaito perguntou, a voz um pouco mais alta.
— Fale mais baixo. Não tô muito afim de acordar o grupo com uma briga. Contatei o Dragão Negro. 
Kaito arregalou os olhos, aterrorizado. Ele lia muito a lista de contatos da garota enigmática, e o Dragão Negro era um dos que eram chamados de “Operadores Especiais”. Nunca soube o que eles faziam, mas aquilo não o agradava.
— Dragão Negro?! — Kaito segurou os ombros de Mahina. — Os Operadores Especiais?!
— É — Mahina disse, dando de ombros. — Eles podem lidar com isso muito bem.
— O que vão fazer com a veterana?
— Eu pedi para não serem violentos — Mahina respondeu, mas desviou o olhar, ficando em silêncio pesado. 
Kaito abriu a boca, mas a fechou. Ele já sabia a resposta. Ele não podia mudar a mente de Mahina, e isso o irritava às vezes, mas sabia que não podia fazer nada a respeito.
— Só espero que nada aconteça com ela — Kaito disse, encostando na parede.
— Não vai, eu garanto — Mahina disse, com uma voz mais suave. — Hoje ou amanhã, essa Elke nunca mais vai incomodar o Satozinho nem a Aiko.
Após isso, os dois ouviram um bater na porta. Mahina deixou que entrasse, e Aiko apareceu. Ela tinha os cabelos levemente bagunçados, embora tivesse arrumado com os dedos. As olheiras pareciam menores, e ainda tinha uma expressão sonolenta, mas atenta.
— Bom dia, Princesa Dourada — Mahina disse, com um sorriso. — Acordou cedo.
— Não durmo muito em outras casas — Aiko disse, bocejando. — O que vocês estavam conversando?
— O Satozinho tava tendo problemas com uma veterana. O nome era Elke.
Isso fez Aiko ficar totalmente desperta, e um olhar ciumento tomou seu rosto.
— O que aquela sirigaita queria com o meu Ryo-chan? — ela perguntou, a voz um fio de gelo.
— Pra resumir, deitar com ele — Mahina disse, dando de ombros. — Não precisa fazer essa cara ciumenta. Ele pediu ajuda, e eu resolvi.
— Como? 
— Ela contatou os Operadores Especiais — Kaito disse, dando de ombros. — Provavelmente deram um susto nela. 
— Hein? Operadores Especiais? — Aiko fez, sem entender.
— Um pessoal aí — Mahina respondeu, dando de ombros. — Ninguém muito importante.
— Bem, ela merece um sustinho — Aiko sussurrou, mais para si do que para os dois.
Mas não havia só uma pessoa se preocupando com a veterana. Um garoto de cabelos roxos também pensava nisso.

Osaka, universidade. 8:30.

Ryotaro havia acabado de chegar ao campus, e imediatamente notou uma coisa: no estacionamento do campus, a moto de Elke não estava ali. O garoto quieto suspirou, se sentindo aliviado e apreensivo. O que Mahina tinha aprontado?
Ao entrar no prédio do campus, passou por algumas pessoas do curso de medicina. Ryotaro pode ouvir eles sussurrarem algo como “ferimentos”, “homens de preto” e “muito abalada.” Porém, uma coisa o arrepiou inteiro: alguém afirmava ter visto ela com um corte na bochecha direita, que ainda sangrava. Logo, encontrou seu grupinho, Yumi, Mai, Haruki e Makoto. Hidetaka estava junto deles. Ryotaro se aproximou, e Yumi o cumprimentou, dizendo:
— Oi amigo! Ficou sabendo?
— Do que? — Ryotaro perguntou.
— A Elke — Mai disse, pondo as mãos na cintura. — Ela trancou o curso de medicina.
Ryotaro arregalou os olhos levemente. Mahina. Imediatamente lembrou do pedido que ele fez à garota enigmática: “não faz nada drástico.”
“Merda”, ele pensou. “Só falta ela ter feito alguma porcaria.”
— Por quê? — Ryotaro perguntou, por mais que já soubesse a resposta, olhando para o chão.
— Dizem que uns caras de preto apareceram na casa dela de madrugada — Makoto respondeu. — O que falaram, eu não sei.
O calouro engoliu em seco. “Será que machucaram ela?”, ele pensou. “Droga. Só falta eu ter encomendado a morte dela.”
— Vocês sabem se ela se machucou ou algo assim? — perguntou.
— Olha, — Haruki comentou. — eu moro bem pertinho dela. Eu não ouvi gritos nem nada porque já tava dormindo, então não sei.
— E por que tá se preocupando com ela? — Mai perguntou, com um sorriso malicioso. — Tá interessado nela?
— Não! Tá louca?! — Ryotaro exclamou, corando levemente. — Só fiquei curioso.
— Bom, pelo menos ela não vai mais encher o seu saco, né não? — Hidetaka disse, com uma risada descontraída. — Um problema a menos.
— Verdade — suspirou, embora não estivesse realmente conformado com isso.
Hidetaka ficou em silêncio por um momento, analisando Ryotaro. O garoto quieto percebeu isso.
— Que foi? — ele perguntou, se sentindo levemente desconfortável.
— Você tem certa presença, calouro — Hidetaka comentou. — Tem um rosto bonito, cabelo brilhante…
Ryotaro olhou para si mesmo, para o próprio corpo e pegando uma mecha do seu cabelo.
— Nada a ver… — Ryotaro sussurrou, abaixando a cabeça.
— É sim, calouro! — Hidetaka rebateu, estalando os dedos. — Tive uma ideia. Você tem algum compromisso hoje?
— Não, por quê? — Ryotaro perguntou, inclinando a cabeça.
— Tava pensando em tirar umas fotos suas — Hidetaka retrucou, pegando a câmera na mão. — Claro, se você quiser.
Ryotaro olhou para o chão por um momento, pensativo. Podia ser uma boa, e seria legal para mandar para Aiko. Por outro lado, ele não gostava muito de se expor. Ele estava aprendendo a sair da concha, então disse:
— Pode ser.
— Beleza! — Hidetaka exclamou. — Me encontra no estúdio às 16:00. Até lá!

Roppongi, Tóquio. Colégio de Aiko, mesmo horário.

Enquanto em Osaka as coisas estavam pesadas e tensas, nos corredores do colégio de Roppongi, o clima estava bem leve.
No colégio de Aiko, a menina estava radiante. As pessoas imediatamente notaram a mudança física e até emocional da menina dourada, e logo começaram a comentar.
“É mesmo a Aiko?”
“Ela tá tão radiante! E o cabelo tá tão bonito!”
“Tô até com inveja.”
Aiko cumprimentava a todos com sorrisos amigáveis e acenos gentis, e seu sorriso não era mais falso ou forçado, mas genuíno e verdadeiro. Mika e Ayase, que andavam ao lado dela, notaram isso, e sorriram felizes. Yuta, Jun, Natália e Hiro, mais atrás, também ficaram felizes.
Yuta, Jun e Natália foram para suas salas, enquanto Aiko, Mika e Ayase foram tirar uma foto juntas. Hiro decidiu ir para a sala. O menino sentou em seu lugar habitual, que ficava do lado do lugar de Mika, e pegou um livro. Depois de uns três minutos, sentiu alguém jogar uma bolinha de papel na sua nuca. Ele olhou para trás, e viu três meninos, mais altos e fortes, segurando a risada. Hiro apenas suspirou, e voltou a ler. Foi quando mandaram outra bolinha, que caiu na mesa. Decidiu desamassar, e viu que tinha uma mensagem:
“VOLTA PRA ESCOLA ESPECIAL, ESQUISITO!”
Hiro arregalou os olhos, mas não quis reagir. Apenas amassou o papel de novo e o deixou de canto. Porém, mais três bolinhas acertaram ele, e dessa vez ele pode ouvir as risadas. O menino autista apertou as bordas do livro com força, mas logo ouviu um deles dizer:
— Vai reagir ou não, bizarrinho?!
Hiro, por um momento, quis levantar e dar um soco na cara do brutamontes. Porém, ele sabia que não conseguiria. Seus olhos arderam e ele teve de apertar os olhos com força. Foi quando ouviu uma voz furiosa gritar da porta da sala:
— VOCÊS TRÊS!
Hiro abriu os olhos, e viu Mika, Ayase e Aiko. Ambas tinham expressões irritadas, mas só Mika tinha um olhar realmente furioso. Os três garotos, ao ouvirem o grito dela e as verem na porta, ficaram brancos como papel. 
Mika cruzou a sala em cinco passos, parando diante deles com os olhos faiscando de fúria. 
— Escutem bem — rosnou, apontando o dedo na cara do líder deles. — Se vocês incomodarem o Hiro de novo, eu arranco os dedos de todos e enfio eles na goela de vocês! ENTENDERAM?!
— Entendido!! — os garotos disseram, prestando continência.
— Hunf — foi tudo que ela fez. Então, se aproximou de Hiro. Perguntou com a voz doce:
— Tá tudo bem?
— Tá tudo bem… — Hiro sussurrou, com um sorriso pequeno e um pouco desconfortável pela reação de Mika. — Não precisava fazer isso, senhorita Mika. Eu… podia lidar sozinho.
— Besteira. Eu sou sua amiga, lembra? — Mika sussurrou, com um sorriso acolhedor. — Eu… te deixei desconfortável?
— Um pouco.
— Desculpa. Eu… me descontrolo às vezes.
Mika então afagou os cabelos de Hiro, ainda com aquele sorriso doce no rosto, porém agora com uma leve culpa. Isso fez Hiro corar e sorrir. O professor entrou na sala, e ela foi até seu lugar. Ayase e Aiko, que também se sentaram, notaram isso e trocaram olhares significativos.
— Se isso não é amor, eu não sei o que é — Ayase sussurrou, dando uma piscadela.
— Se eles não ficarem juntos, é mentira — Aiko sussurrou em resposta, dando uma risadinha.

Osaka, universidade. Estúdio de fotografia, 16:00.

O estúdio era bem grande, com três lights stands, um fundo infinito branco, cadeiras para os modelos, um pequeno armarinho com roupas e uma mesa com três computadores. Ryotaro entrou, e encontrou com Hidetaka sentado em uma das cadeiras. Ele, ao ver o calouro, abriu um dos seus sorrisos e disse:
— Fala calouro! Chegou na hora!
— Sou pontual, Hidetaka — Ryotaro retrucou, dando de ombros. 
— Heh, humilde como sempre. Vem, vamos tirar umas fotos.
Ryotaro se pôs atrás do fundo infinito, e Hidetaka já começou a tirar as fotos. Ryotaro fez inúmeras poses e faces, desde rostos sérios e frios até amigáveis e descontraídos. O garoto quieto era muito fotogênico, por mais que não admitisse isso. Hidetaka aproveitou isso ao máximo. O menino quase ficou cego com tantos flashes.
Foi quando chegou um determinado momento que Hidetaka ficou meio pensativo, olhando para Ryotaro meio em dúvida. Por fim, ele acabou tendo uma ideia.
— Já sei! — Hidetaka exclamou. — Vamos fazer algo um pouco mais natural.
— Como assim? — Ryotaro perguntou, confuso.
— Calouro, eu preciso que tire a camiseta.
Ryotaro ficou ruborizado na mesma hora. DE ONDE ELE TIROU ESSA IDEIA?!!

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Em Osaka, Ryotaro conhecerá muitas pessoas, como o animado Hidetaka e a imprevisível Elke, e passará por muitas confusões antes de completar o seu curso de Letras. Serão longos 4 anos para o garoto quieto.
Já em Tóquio, Aiko fica desolada, parando até de se cuidar. O restante do grupo terá de fazer de tudo para a menina não desabar completamente e tentando a lembrar de quem ela era antes de Ryotaro. Enquanto isso, um novo membro, um menino autista chamado Hiro, promete trazer muito carinho para o grupo, além de bagunçar completamente os sentimentos de Mika.
As cerejeiras estão desabrochando. E uma flor negra continha lá.
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