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Eclipse vermelho - PT BR

Capítulo 1 ( Choi Taesoo)

Capítulo 1 ( Choi Taesoo)

Apr 27, 2026

Se tem uma coisa que eu aprendi desde pequeno, é que famílias com poderes não fazem nada por acaso. Tudo tem um motivo, um objetivo ou um interesse escondido. Até quando fazem um casamento arranjado, e dizem que sentem amor de verdade.É totalmente mentira.

E se eu a odeio? Bom, eu amo a Lina. Mas apenas como uma melhor amiga, e não como uma noiva. E o pior, é que eu não fazia ideia de que tudo ia ser tão rápido assim no momento que eu à escolhi. Quer dizer... eu até sabia. Meu avô, sempre teve uma habilidade impressionante de decidir o futuro de todo mundo como se estivesse organizando peças em um tabuleiro: Empresas, alianças, casamentos e entre outras coisas.

Nada escapava do controle dele, ainda mais sobre a minha vida. E quando ele me deixou escolher a Park Lina, em vez do seu irmão Park Min-ho, de fato me deixou surpreso. Mas como ela era uma alfa dominante, ele poderia a usar no seu plano.

Tenho pesadelos e enjoos só de pensar em casar com Park Min-ho. Meu inimigo declarado desde quando estávamos no ensino fundamental. Bom, nem sempre foi assim, mas é uma história que não quero contar.

"Que bom que ele decidiu fazer faculdade no exterior."
                                                                          🌹
Hoje, está acontecendo um jantar entre a minha família e a da Lina, meio que os preparativos antes da festa de noivado oficial. Só que como sempre, nunca é um jantar comum, meu avô gosta de mostrar poder, mesmo em um jantar assim. 
Suspirei mais uma vez e mexi distraidamente no prato.

— Você parece um condenado indo para execução.

A voz de Lina veio ao meu lado, então olhei para ela.

— Tecnicamente... eu estou.

Ela fez uma cara de magoada, mas riu em seguida.

Sabemos muito bem que esse casamento não tem nada a ver com romance. Porém, como somos grudados desde que nascemos, então todos acham que esse “amor” e verdadeiro. Poderia ser, claro, se eu não tivesse preferência em homens, e ela em mulheres. Na verdade, ela já tem uma namorada, Brenda, e ela cursa na mesma faculdade que a gente. Então resumindo: todos nossos amigos próximos sabem a verdade.

— Você vai sobreviver — disse ela. — Prometo.

— Você também.

— Eu sou mais forte que você.

Revirei os olhos.

— Isso é discutível — sorri, mas logo continuei a falar. — Em segredo, você sabe que eu sou mais.

Lina abriu um sorriso divertido, mas então voltou a prestar atenção na conversa que estava acontecendo do outro lado da mesa. Meu avô estava falando com o pai dela, claro, sobre negócios. E logo o assunto foi para onde iríamos morar depois do casamento. Eu e a Lina tínhamos escolhido faz um tempinho, um lugar bem longe daquele condomínio. Longe o suficiente para finalmente viver nossas próprias vidas.

Mesmo que isso fosse apenas uma ilusão. Quando fui pegar mais comida. Algo chamou minha atenção: Um cheiro. 
"Isso realmente é feromônios?"

Meu corpo está tenso, não faz sentido ficar assim. Eu conheço o feromônios de todos dentro dessa casa, mas aquele era estranho, e cada vez ficava mais próximo. Franzi a testa automaticamente, olhei de um lado para o outro, mas não tinha ninguém diferente.
Lina percebeu minha mudança de expressão.

— O que foi? — Olhei para ela.

— Tem um feromônio estranho — ela me olhou confusa. 

— Deve ser alguém passando lá fora.

— Não. Vocês convidaram alguém? 

— Na verdade... — eu começei a sentir a sua emoção, ela ficou ansiosa. Quando me virei para encará-la, ela virou o olhar e gaguejou. 

Ela era uma péssima mentirosa.

— Olha para mim.

Ela pegou a taça de vinho e bebeu antes de me olhar. Seus olhos encontraram com os meus em seguida.

— Seus olhos — ela sussurrou. — Eles estão ficando vermelhos.

Levantei-me imediatamente.

— Licença.

Saí da sala de jantar quase com os olhos fechados, todos ali sabem que eu “tenho” uma doença rara nos olhos, que as vezes tenho que ficar de óculos especiais. E quando perguntam o nome ou como eu peguei essa doença, acabo falando um roteiro criado pelo meu avô.

Saindo do meu quarto já o usando, descendo a escada percebo que o cheiro daquele feromônios está próximo a casa. E no meio da escada vi a nossa governanta indo abrir a porta principal para alguém, e logo atrás, estava Lina vindo em direção a mim. Mas eu já estou observando quem irá entrar, e então ela me chamou.

— Taesoo?!

A ignorei, principalmente quando vi um homem alto, forte, loiro e com os olhos azuis.

Uma cópia quase idêntica da Lina.

Cinco anos tinham se passado, mesmo assim, eu reconheceria aquele rosto em qualquer lugar.

Park Min-ho.

Soltei um suspiro irritado.

— Só pode estar de brincadeira comigo. — Sussurrei.

Terminei de descer as escadas enquanto Min-ho caminhava até a nossa direção. Ele puxou a Lina, sua irmã para um abraço forte, como se não a visse há anos.

E de fato, cinco anos se passou.

— Você disse que só chegaria amanhã — reclamou Lina ainda nos braços dele.

— Eu disse que “talvez” chegaria amanhã — respondeu ele, rindo baixo.

A voz dele está diferente, mas grave do que eu me lembro, está mais forte... acho que não dá mais para brigar com ele no soco.

E quando ele finalmente soltou Lina e passou a mão pelo cabelo loiro.

Acabei resmungando algo alto demais: Ridículo

Então seus olhos se moveram diretamente para mim. Por um segundo ninguém disse nada, era estranho olhar para ele. Me irritou quando ele me analisou de cima a baixo, mas não posso julgar, eu estava fazendo o mesmo segundo atrás.

— Choi Taesoo.

Ele disse meu nome como se estivesse testando o som. E foi nessa mesma hora que seu cheiro sumiu.

— Park Min-ho.

Silêncio novamente.

Percebi a Lina olhando para mim e para ele, claramente percebendo que a atmosfera tinha ficado estranha. Muito estranha, e de fato ficou. Então ela suspirou.

— Certo... isso está esquisito.

— Concordo — respondi. — Não lembro de estar esperando visitas.

Min-ho soltou uma pequena risada.

— Você continua mal-humorado.

— E você continua aparecendo onde não foi chamado.

Lina me lançou um olhar de brava, mas nem precisava, dava para sentir seus feromônios.

— Tae!

Ignorei.

Meu olhar ainda estava preso nele, e quanto mais tempo eu ficava ali, dava para sentir uma presença grande, aura de um alfa dominante, que não precisa nem soltar feromônios para mostrar em qual hierarquia está.

— Então... — Lina começou a falar olhando para seu irmão. — Você resolveu vim aqui direto, não passou em casa?

— Passei, mas a governanta disse que vocês estavam aqui.

— Poderia ter mandado mensagem.

— Eu quis fazer uma surpresa.

Ela bufou, mas logo sorriu.

— Papai vai surtar quando descobrir que você chegou hoje.

— Ele sempre surta quando me vê.

Enquanto os dois conversavam, eu aproveitei para respirar fundo, lentamente. Meu corpo estava estranho, e eu não sabia o motivo disso, logo agora.

— Você está bem? — Perguntou Lina.

— Estou, acho que comi muito camarão.

Olhei para o Min-ho que soltou uma risada rápida e baixa. Então ele disse:

— Parece que você continua se entupindo de camarão.

Até meu ranço continua o mesmo.

— Muita coisa mudou também.

— Hm. — Ele novamente me olhou de cima a baixo, mas desta vez foi mais lento. — Parece que mudou. Fisicamente, mas mentalmente, acho que é ainda o mesmo.

Dei um passo à frente, com a intenção de enfrentar alguém com quase dois metros de altura, sendo que eu… bom, tenho apenas um metro e oitenta. Quase um tamanho padrão de alfas, já que ômegas normalmente são baixinhos.

Mas, como a Lina diz:

“Você é muito delicado para parecer um alfa… e bonito demais também, então seu avô fez certo em falar que você é um beta.”

Não querendo me achar, longe disso. Mas realmente fiquei mais bonito. Tenho uma gaveta cheia de cartões de agências famosas tentando me recrutar como modelo ou até mesmo como idol de k-pop.

Não sou bom cantando.

Quando voltamos para a sala de jantar, depois que a Lina nos separou, a conversa continuava exatamente a mesma. Era quase uma reunião, só que com muita bebida e comida.

Assim que entrei, senti o cheiro dos feromônios do meu avô. Olhei para ele, que já estava me encarando. Continuei andando normalmente, já que o olhar dele logo se desviou para a pessoa que vinha atrás de mim. Sentei-me ao lado da Lina, como antes. Já o Min-ho acabou recebendo toda a atenção, e alguns lugares foram ficando vagos à medida que quase todos se levantavam para abraçá-lo.

Até meu avô.

Aposto que, se o Min-ho fosse dessa família, seria o neto favorito.

Ele se sentou à minha frente, e eu o encarei, ainda irritado com o que tinha acontecido minutos antes.

— Fico feliz que você tenha vindo — começou meu avô. — Achei que não voltaria mais para Seoul.

— Na verdade, eu não ia voltar.

Ele respondeu ao meu avô.

Bufei, revirando os olhos, e acabei falando alto demais:

— Então era só não ter voltado.

Lina apertou minha coxa por baixo da mesa. Eu até ia virar para o meu avô e pedir desculpas, mas o Min-ho apoiou o cotovelo na mesa e me encarou com um sorriso largo.

— Mas apareceu um motivo — começou ele. — Um motivo que me fez voltar. Então aqui estou. — Ele olhou para o meu avô. — Inclusive, já comprei um apartamento.

Todos ficaram felizes com a notícia.

Menos eu.

Peguei a taça de vinho, virei tudo de uma vez e me encostei na cadeira. O assunto principal que deveria ser o noivado, agora era totalmente sobre Park Min-ho. Só que em algum momento, ele me olhou e perguntou:

— Por que você está usando óculos de sol aqui dentro? Ainda mais à noite.

Meu olhar, que estava no celular, subiu lentamente até ele.

— Está falando comigo?

— Tem mais alguém de óculos além de você?

Idiota.

— Eu tenho uma doença rara nos olhos.

— Você não tinha antes.

Revirei os olhos, irritado.

— Agora eu tenho.

Ele continuou me observando e recostou o corpo na cadeira novamente. Achei que a conversa tinha acabado, então voltei a olhar o celular.

— Que doença é essa?

— Sério? — voltei a encará-lo. — Não posso ficar muito tempo na luz… ela irrita meus olhos. Eles ficam sensíveis.

Comecei a sentir o cheiro dele novamente. Só que a emoção, eu não consigo sentir nada.

Impossível.

Mas ele fazer uma cara triste e de preocupação, não faz sentido nenhum. Ele deve estar rindo por dentro.

— Não precisa se preocupar… quer dizer — suspirei — essa doença não é contagiosa, então a Lina não corre perigo.

— Não estou perguntando por preocupação — mentira. — Só estou curioso.

— Entendi.

Ele parou de fazer perguntas quando o pai o chamou, mas eu ainda sentia os olhos dele sobre mim. Tentei entrar na conversa que a Lina estava tendo, mas não aguentei por muito tempo.

Levantei-me e saí dali.

A Lina veio atrás de mim. Do lado de fora da casa, sentei-me perto da piscina.

Eu precisava de ar fresco.

— Você está bem? — perguntou, preocupada.

— Estou… só que seu irmão…

— Mas eu não vi vocês brigando.

— Estou falando do cheiro dele. — Suspirei. — Mesmo eu não sentindo... — acho melhor não contar sobre eu não conseguir sentir as emoções dele ainda. — Quer dizer, ele parece irritado. E ele fica me encarando, isso está me irritando também.

— Irritado?

— Sim. Comigo.

Ela riu.

— Você também está sempre irritado com ele.

— Verdade. Mas, desta vez, ele está irritado por causa do casamento. Parece estar em negação ou…

— Acho que você pode estar errado dessa vez.

— Eu nunca estou.

Ou devo estar?

— Mas desta vez pode ser que esteja. — Ela se sentou ao meu lado. — Quando contei sobre o nosso casamento, ele ficou chocado, confesso. Mas logo depois disse que viria para cá, para participar de tudo.

— Seu irmão odeia esse casamento.

— Acho que não “odeia”. Essa palavra e muito forte.

— Forte? — Acabei rindo ironicamente. — Ele sempre odiou quando eu estava com você. Na verdade, implicava comigo sempre que eu estava perto de qualquer outra pessoa, principalmente se fosse próximo dele.

Ela riu, mas sabia que era verdade.

— Vamos nos tornar uma família. Seria bom se vocês dois parassem com isso. Afinal, faz mais de cinco anos que não nos vemos. Somos adultos agora, vamos deixar as brigas na época do ensino médio para trás.

— Adultos…

— Isso. — Ela se levantou. — Vou pegar algo para a gente beber. Algo com bastante álcool. Já volto.

Continuei sentado me encostando ainda mais no banco de madeira. Inclinei minha cabeça para trás e olhei as estrelas.

"Hoje está tão lindo."

Quando coloquei a mão nos óculos para tirá-lo, uma voz na minha lateral me chamou a atenção, então apenas virei para o lado.

— Você continua fugindo de lugares cheios.

Acabei rindo.

Ele só pode estar louco. Levantei minha cabeça e ajeitei os óculos no lugar.

— E você continua aparecendo nos lugares que eu pretendo ficar sozinho.

Ele levantou uma sobrancelha e cruzou os braços.

— Eu não vim aqui por causa de você.

— Claro.

— Eu só vim aqui fumar.

— Ok.

Ele parecia nervoso tentando achar alguma outra desculpa. Mas não conseguiu.

— Você sempre foi paranoico assim?

Paranoico?

— Só fico “paranoico” quando certas pessoas aparecem depois de cinco anos sem avisar.

Dava para ver um pequeno sorriso irritado surgindo no rosto dele.

— Impressionante. — Ele falou bufando.

— O que? — Perguntei já me levantado.

— Esse tempo todo se passou, mas de fato, você ainda continua…

— Continua?

— Insuportável.

Soltei uma risada seca batendo palmas e inclinei levemente minha cabeça.

— Você voltou só para me avisar disso?

— Eu voltei porque a minha irmã está noiva.

— E isso te deixa extremamente feliz.

Ele soltou uma pequena risada sem humor.

— Na verdade, eu vim para…

Ele começou a falar, mas quando viu a presença da Lina voltando com dois copos na mão, desistiu. É eu acabei ficando curioso.

— Sério? Vocês dois já estão brigando de novo? — Ela chegou mais perto ficando no meio da gente. — Min-ho, é melhor você entrar. O papai e o senhor Choi estão te procurando.

Eu o senti hesitar, principalmente quando seus olhos vieram para mim. Ele queria ter falado algo, mas parecia sério demais para a Lina ouvir.

Lina me entregou o vinho assim que ele saiu, única bebida alcoólica que eu bebo.

— Parece que sempre vamos ter brigas entre famílias.

— Ele que veio atrás para brigar.

— Só o ignora na próxima vez. Por favor, não quero discussão no dia da festa do noivado. Vai ter tanta gente lá, e se vocês dois ficarem brigando… capaz do seu avô querer briga comigo por não saber te acalmar.

— Ok. Eu irei me comportar nesse dia.

— Obrigada. — Ela deu um gole no seu uísque. — Vai dormi lá em casa para irmos à faculdade juntos?

— Lina — acabei rindo. — Somos vizinhos, esqueceu?

— Não? Mas eu quero fofocar antes de dormi.

— Liga para a sua namorada. Ou devo dizer amante?

— A Brenda está ocupada.

— Estou sendo a segunda opção então? — Perguntei fazendo drama. — Isso me machucou agora.

— Não — ela riu e me abraçou. — Você é o primeiro. — Ela levanta a mão e mostra a aliança. — Olha aqui, meu futuro maridinho.

— Sai. — Acabei rindo quando ela fez cosquinha em mim — Ok... para. Lina. OK, eu durmo lá.

— Ótimo. Agora vamos entrar.

Quando estávamos andando, senti um olhar pesado sobre mim e a Lina, e o cheiro do feromônios eram totalmente estranhos, mas não demonstrava nenhuma emoção. Então tentei achar o olhar... e para a minha surpresa, era do Park Min-ho.

Mas eu apenas o ignorei, e virei novamente para a Lina que estava perguntando se devemos usar pijamas combinando.
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