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Eclipse vermelho - PT BR

Capítulo 2 (Choi Taesoo)

Capítulo 2 (Choi Taesoo)

Apr 28, 2026


O dia passou rápido desde que acordamos e tomamos café com os pais da Lina antes de irmos a faculdade. Como sempre, assim que chegamos cada um seguiu para o seu lado, afinal, nossos cursos são completamente diferentes.

Lina escolheu fazer administração aqui em Seoul. O irmão dela também fez o mesmo curso, mas como já sabemos, ele preferiu fazer os estudos em Nova York. Acho que ele foi o único da família a cursar fora de Seoul.

Já eu... escolhi moda.

Convencer meu avô a aceitar essa decisão não foi fácil, mas no fim ele acabou cedendo. Provavelmente porque sabia que não adiantaria insistir administração comigo. Não que fizesse diferença, ele já deixou claro que não pretende me dar nenhum cargo ou participação na empresa da família.

Pelo menos ele falou que ia pagar a faculdade, né?!

E de certa forma, moda acabou sendo o único caminho que realmente me restou. Já que desde pequeno eu sempre desenhei roupas, ou ajudava nos looks da minha mãe.

 

Na hora do almoço, fui até o refeitório encontrar o pessoal. Lina já estava lá, sentada ao lado da Brenda.

Sua namorada.

Assim que me aproximei, não perdi a chance de provocar.

— Oi amante da minha futura esposa.

— Tae! — Lina me lançou um olhar mortal.

Levantei as mãos em rendição.

Mas Brenda, como sempre, entrou na brincadeira antes que a Lina resolvesse me bater ali mesmo.

— Oi futuro marido da minha mulher.

A mesa inteira caiu na risada, inclusive eu.

Acabei me sentando e comecei a mexer no celular enquanto eles conversavam. Foi Lina que acabou puxando assunto sobre o noivado.

— Ontem foi um caos lá em casa depois do jantar. — Ela falou, revirando os olhos.

E de fato foi. 

Depois que eu subi para o quarto da Lina, os pais dela ficaram conversando com o Park Min-ho, dava para ouvir alguns gritos. Mas infelizmente não consegui ouvir a conversa principal, teve um momento que a Lina até teve que descer para acalmar as coisas. Mas o lado bom é que de fato parece que ele arrumou um apartamento para morar, então não ficou por lá.

Jiwon imediatamente se inclinou para frente, com um sorriso no rosto, mostrando que ele até sabia o motivo.

— Seu irmão realmente apareceu?

Lina assentiu.

— Ele contou para você?

— Bom... ele me ligou perguntando sobre o jantar de noivado, e eu falei...

Meu dedo parou sobre a tela do celular, levantei meu olhar devagar. Quando eu ia xingar ele, a Lina mudou de assunto rapidamente, e me olhou. 

Ela sabia o que eu ia fazer.

— Vamos sair hoje à noite?

Folgada.

Voltei a prestar atenção no grupo da minha sala no celular, não parava de chegar notificação.

— Bora! — falou o pessoal junto.

— No Las Vegas de novo? — perguntou Brenda.

— Claro — respondeu Jiwon. — Vou aproveitar e chamar o Min-ho para ir com a gente.

— Que ideia horrível.

Acabei percebendo que falei alto demais quando recebi uma cotovelada da Lina.

Jiwon deu uma risada, e continuou:

— Qual é Tatae — Odiava quando ele me chamava assim. — Vocês dois ainda estão nessa?

— Ainda? — murmurei. — Ele é um babaca.

— A Lina falou que vocês eram amigos quando pequenos — Brenda comentou.

— Crianças fazem muitas coisas idiotas. — Respondi dando de ombros.

— Agora fiquei curiosa, qual foi o motivo do afastamento?

Eu até queria responder, mas eu não lembro o verdadeiro motivo ou se de fato teve motivo para isso.

— Apenas aconteceu... — respondi.

Lina cruzou os braços.

— Você continua sendo dramático.

Eu apenas a olhei de lado.

Mas sabia que entrar em uma discussão sobre isso, não levaria a nada, então ignorei. E mais uma vez voltei a prestar atenção no celular, já que um novato sujou o vestido de outra pessoa. Resumindo, estava tudo um caos.

Pelo menos não era a roupa que eu estava fazendo.

E lendo as mensagens, acabei não prestando atenção na conversa que estava rolando. Então guardei meu celular no bolso e me levantei. Eu precisava ir ao campus antes que rolasse uma briga.

— Desculpa pessoal, tenho que voltar para a sala.

— OK — falou Lina. — Mas você vai hoje?

Olhei para o Jiwon e disse:

— Se ele não convidar seu irmão, eu vou.

— Para com isso Tatae.

Eu não respondi o Jiwon, apenas dei tchau para todos e sai do refeitório. E foi bom, porque o cheiro de feromônios das outras pessoas estavam ficando mais forte e desagradável.

Bom, nem todos tem o cheiro bom.

 🌹

Era quase onze horas da noite quando cheguei na cobertura, um bar famoso que fica no último andar do hotel da família Park. Mas o que realmente tornava o lugar especial não era apenas a vista da cidade.

Era o que acontecia lá dentro.

Por fora, um bar que todos poderiam entrar, mas tinha um espaço que nem todos tinham entrada liberada. E claro, nada poderia sair de lá, já que fotos ou vídeos eram proibidos, então os funcionários além de assinar um termo, era proibido uso de celular para eles.

E se tinha tantas regras assim, bem...praticamente qualquer coisa podia acontecer ali.

Era quase um “o que acontece em Las Vegas, fica em Las Vegas.”

Provavelmente foi por isso que o Yohan decidiu dar esse nome ao bar.

E quando eu entrei vi que estava cheio demais para uma segunda-feira.

Cumprimentei o garçom assim que o vi. Ele era estrangeiro e tinha vindo para a Coreia alguns anos atrás. Acabei ficando amigo de Erick, principalmente porque ele é um beta. Já fiz ele ser até meu modelo uma vez.

Na verdade, todos funcionários dali são betas.

E era melhor assim. 

Um lugar que recebia alfas e ômegas o tempo todo poderia ser perigoso para eles se não fosse dessa forma.

— Seus amigos estão ali — ele disse, apontando para o fundo do bar, onde um grupo grande ocupava várias mesas juntas.

— Obrigado, Erick — sorri para ele. — O Yohan vem que horas?

Não conseguia sentir seu cheiro, então já sabia que ele não estaria por aqui.

— Ele não vem hoje, parece que ia em um leilão conseguir uma bebida cara. — Acabei rindo, já que eu sabia que o Yohan ama participar dessas coisas. — Ah, tem uma pessoa ali... eu nunca o vi antes com vocês.

Uma pessoa?

Tentei sentir o cheiro, mas nada vinha. Apenas o cheiro das pessoas que eu já sabia quem era.

— Acho que você deve estar se confundindo.

— Não, ele está sentado ali, parece ser mais velho.

Acabei rindo.

Apesar da aparência séria, Erick sempre dizia que se apaixonava pelos clientes mais bonitos do bar, e que alguns conseguia conquistar apenas com a bebida que ele preparava,

Ele tentou isso comigo também.

E na décima segunda tentativa conseguiu, finalmente recebeu um “eu aceito” meu.

Mas claro, foi o Yohan que acabou falando que eu não bebia álcool, a não ser vinho. E deu a opção de tentar um refrigerante. E isso foi tão engraçado que acabamos virando amigos por isso também. Já que ele dizia que eu tinha virado um desafio pessoal dele, afinal, ele sempre acertava o gosto das outras pessoas.

— Você não cansa? — Perguntei rindo — Fiquei sabendo que você estava ficando com um cliente da semana passada.

— Bom, esse e diferente. Quando você o ver, vai entender o que eu quero dizer.

— Erick... Erick.

Ele riu, e pegou um copo.

— Vai querer coca com gelo e limão?

— Claro, mon amour.

— Já levo lá.

Sorri para ele antes de seguir em direção ao grupo. Mesmo de longe conseguia ver a Brenda sentada no colo da Lina enquanto riam de alguma coisa. O resto do pessoal da faculdade estavam espalhados pela mesa.

Mas Erick estava certo. Tem alguém sentado ali... de terno, formal demais. Só que tinha alguém o tampando. Tentei novamente sentir o cheiro, mas não vinha nada, apenas os feromônios que eu já conhecia.

Estranho.

E quando cheguei mais perto, a Lina me olhou, e foi nesse momento, quando ela deixou suas emoções de culpa chegarem até mim. Então eu parei no mesmo segundo, mostrei o dedo do meio pelo fato de não ter me avisado enquanto seu olhar pedia desculpas. E quando eu ia me virar para ir embora, o rosto de Min-ho entrou no meu campo de visão, e enquanto ia pegando seu copo de uísque, olhou na mesma direção que a Lina.

Que no caso, dava direto a mim.

E antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, um braço passou pelo meus ombros e me empurrou para frente. Me virei para olhar quem era.

— Vai ficar parada aqui até quando? — Era Jiwon. — Vamos.

Tentei dar alguma desculpa para ir embora, mas ele não queria me escutar, e quando virei meu rosto, nossos olhares se encontraram.

— Se veio até aqui, então bora beber.

E fui levado até um lugar vago, ao lado de Lina, e que infelizmente era na frente do Min-ho. Parece até um dejavu.

Foi aí que eu percebi que a Lina estava contando sobre o jantar de noivado mais uma vez naquele mesmo dia, e então assim que eu a olhei irritado, ela totalmente me ignorou e continuou. Enquanto ela falava toda feliz, eu só queria poder cancelar tudo. Nem parece que estava sofrendo tanto quanto eu. 

— Ainda não acredito que vocês vão se casar. — Começou Jiwon. — Eu realmente não esperava por isso.

— Pois é... — Respondi soltando uma risada seca.

— Brenda? — Alguém a chamou, e todos olharam para a voz grossa. Que no caso era a do Min-ho. — Você não sente ciúmes da Lina com o Choi Taesoo?

Acho que ele fez uma pergunta que preste, afinal, eu queria saber disso também. Mas talvez não naquele momento. Não na frente de todos.

— Que nada. — Brenda apenas deu de ombros. — O amor da Lina é totalmente meu — ela disse, passando o braço ao redor do pescoço da Lina e em seguida me olhou. — Mas se o Tae quiser, eu topo um trisal.

— Brenda!

— Eu topo. — Mal terminei a frase e levei um tapa no braço.

Todos riram, menos Min-ho, que continuou em silêncio observando.

Eu até me forcei a rir, mas logo fui chamado pelo Erick para pegar a minha bebida. E nesses poucos segundos, a conversa mudou. Não sei como, mas ele sempre consegue chamar a atenção e a conversa sempre muda para ele. Eu ia mandando mensagem para o Erick desistir do homem "misterioso" porque ele é um babaca.

Percebi que o Park Min-ho respondia tudo, principalmente como foi morar em Nova York sozinho. Só que os cheiros de feromônios estavam ficando mais forte, e não era o dele. Até agora eu não senti nada vindo dele, mas da outras pessoas... eu conseguia sentir principalmente das pessoas dessa mesa, principalmente as emoções, era uma mistura de tudo, mas o principal era o desejo sobre ele. E confesso que estava me dando enjoo de saber disso.

E o que me irritava e quando ele sorria, mas no momento que seu olhar caia sobre mim, o sorriso desaparecia. Não que eu pudesse julgá-lo. Eu tinha certeza de que minha cara estava totalmente fechada para ele.

— Vamos jogar?

Jiwon, como sempre inventa algo.

— Jogo da verdade? — Sugeriu Brenda.

Meu olhar foi automaticamente para o de Lina, e o dela aos meus. Acho que pensamos iguais.

Eu preciso sair daqui.

— Tô fora, eu não bebo, vocês sabem. — Falei já me levantando.

Mas antes de conseguir sair dali, Jiwon me puxou, me fazendo quase cair em seu colo. E foi estranho, porque pela primeira vez essa noite eu senti o feromônios do Min-ho.

Pouco, mas senti.

— Você tem seu refrigerante. Então bebê ele mesmo.

Revirei os olhos.

E ele continuou me enchendo até que, no fim, eu desisti de discutir.

— Já sabem as regras — falou Jiwon. — Alguém fala algo, e se for verdade, você bebe.

Todos conheciam esse jogo, e o que me deixou mais chocado foi o fato do Min-ho querer participar de um jogo que eu me lembro muito bem dele dizer que é "coisa de criança que gosta de beber álcool."

— Eu começo! — Brenda levantou do colo da Lina animada. Ninguém discutiu, então ela continuou. — “Eu ainda sou apaixonada ou apaixonado pelo meu primeiro amor.”

Essa era nova, ninguém nunca tinha perguntado isso antes, eu acho. Observei a mesa com curiosidade... e apenas duas pessoas levaram o copo aos lábios.

Nenhuma delas era Lina, e isso me surpreendeu, eu achava que a Brenda fosse seu primeiro amor. 

Não lembro da Lina falar de ninguém antes. 

Só que, o que me deixou mais surpreso ainda não foi isso.

Foi que uma das pessoas que virou o copo foi...

Park Min-ho?!

— Park Min-ho?


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