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Bugs And Loves (ptbr)

3 - De Todos os Doidos Do Mundo

3 - De Todos os Doidos Do Mundo

Mar 06, 2025

3 - De todos os doidos do mundo.

— E como tá indo com seu novo amigo, Arthur? — mamãe Dandara perguntou, balançando uma colher em uma caneca de Nescau.

E, se a luz da manhã não era o suficiente, o rosto de Arthur iluminou a cozinha em volta.

O Simon é incrível.

Eu não achei que ele ia querer ser meu amigo no início, mas ele sempre diz que gostou de mim desde o primeiro dia.

Ele não se importa com a minha esquisitice.

Simon riu enquanto seu amigo tirava o recheio da bolacha e botava num pratinho.

— O que você tá fazendo?

— Cada apetite em seu devido lugar, meu caro! — Arthur brincou. — Eu vi isso em um programa de culinária. Quer ser o jurado?

Simon riu, botando um pouco de recheio na boca.

Ele também não gosta que me chamem de esquisito. Eu disse que tava tudo bem, mas ele não acreditou.

— Chama ele assim de novo… — Simon ameaçou.

— Você vai fazer o quê? — Luiz riu, ganhando mais 5 pontos em criança irritante.

O olhar de Simon passou de raiva a uma maldade inocente, sorrindo de um lado a outro.

— Eu risco toda a sua chuteira nova.

O olhar de Luiz, no entanto, ficou aterrorizado.

Ele também ficou amigo do JP. Ele lancha com a gente agora. Ele é muito legal.

Queria ter virado amigo dele antes.

Às vezes, a gente fica conversando por horas no recreio.

Agora, as três crianças estavam em uma discussão sem fim.

— O melhor personagem é o Anjo. Ninguém vai mudar minha opinião! — Arthur afirma.

Simon suspiou, afrontado.

— O Tempestade é incrível, eu não sei o que você tá falando!

Arthur estava pronto para responder quando JP falou:

— A Raposa é muito querida.

Arthur e Simon se entreolharam. Essa era uma afirmação difícil de negar.

O Simon desenha muito bem. Se chama “anime”. É lindo.

— Quem é esse? — Arthur franziu a testa, curioso.

— É o design do Sr. Morte. — Simon sorriu, tímido, em busca de aprovação.

— Tá lindo! — Arthur falou com tanta exclamação na voz que a professora até tomou um susto. — Mas o que é um design?

Simon deu de ombros. Ele também não fazia ideia do que era.

Ele não se importa que eu fale demais. E ele diz que gosta que eu fale. Ele presta atenção em tudo. Eu nunca tinha um amigo pra me ouvir.

Arthur terminava seu discurso sobre joaninhas. Ele amava joaninhas. Simon sorria com isso.

Falava enquanto rodeava num mesmo ponto, chacoalhava as mãos, sentindo as palavras soltando, sem uma necessidade de freio. Bem, o freio foi a falta de ar.

Simon aproveitou a brecha para perguntar:

— Mas por que a Adalia bipun… — Simon ainda tentava decorar o nome.

— Bipunctata! — Arthur ajudou com um sorriso, mas logo ficou sem jeito. — É que ela tem uma bolinha de cada lado.

Simon não entendeu.

— Que nem eu e você. — Ele apontou para a pintinha no lado esquerdo do rosto de Simon, que se refletia ao lado esquerdo de Arthur.

E o coração do menino se apertou em vão, pois nenhum comentário maldoso veio, apenas um riso de adoração.

Ele me acha especial. Mas não é porque eu sou diferente. É porque a gente é parecido.

Então, se não havia lágrimas nos olhos da mãe, é porque ela tentou esconder.

—

Aurélio moveu o pião, e Simon deu um riso destemido enquanto o pai perdia mais uma peça.

— A professora disse que você fez um amigo.

Simon levantou as sobrancelhas, feliz em começar o assunto.

— Como ele é?

Simon suspirou antes de falar, alegria em cada canto do seu rosto.

O nome dele é Arthur.

No começo, eu achei tão estranho. Todo mundo disse que ele era esquisito, nojento, mas eu achei ele tão incrível.

Ele fala bastante. Eu gosto disso, eu não preciso falar tanto. E parece que as coisas que ele fala são mágicas.

Os meninos andavam enquanto Arthur tagarelava sobre as histórias que passaram por ali.

— Mas acho que minha história favorita é ali perto do balanço. — Ele sorriu, presunçoso.

Simon nem precisava perguntar, mas ele sabia que a resposta exigia um “por quê?”.

— Porque é a primeira vez que eu conversei com o fantástico Simon Silva. — Ele disse, sem saber nem de perto o quanto deixou Simon feliz.

A gente fala sobre nada às vezes.

— Sua camiseta é muito legal. — Arthur disse, enquanto rolava todo o clichê de ver imagens em nuvens.

Simon sorriu.

— Valeu. Eu chamo ela de Sr. Morte.

— Foi aí que você tirou o personagem?

Ele deu de ombros, se acomodando na grama.

— Deve ser.

Seu afeto escaneou o rosto de Arthur, grama e um pouco de areia forravam seu rosto.

E, enquanto Arthur estreitava os olhos para captar alguma imagem nas nuvens, Simon perguntou:

— E o que são suas pulseiras?

Arthur, orgulhoso de seu projeto, passava os dedos nas miçangas.

— Essa aqui é da minha família. — Passou o dedo por cada letra da sigla – Megan, Dandara, Gabi e Arthur.

Ele falou também das pulseiras de Guardiões da Inexistência, de Star Wars e dos insetos que ele adorava.

Ele tirou uma do bolso.

— Ó, uma pra você.

Simon nunca esperou ter uma pulseira da amizade. Agora ele tinha uma, compartilhada com sua nova e primeira pessoa favorita.

E a gente também entra em uns papos profundos.

— Não existe coisa de menina. — Simon disse, confortando Arthur. — Eles não sabem o que tão falando. Até eu queria pintar as unhas! — Ele brincou, mas com um gole de verdade, que ele nem escondeu.

— Sério? De que cor?

Simon sorriu, ele sempre quis dizer isso:

— De preto!

Arthur sorri, e, se Simon nunca viu um sorriso que abraçasse, agora ele estava vendo.

E ele me entende. Eu conto pra ele o que eu não conto pra ninguém, e ele também me conta.

— Você tem duas mães? — Simon falou, sentindo uma culpa ao ver o rosto do seu amigo fechar.

— Você não acha isso estranho, né? — O menino mostrava os comentários que passaram presentes em seu tom.

— Não! Não é isso.

Ele sorriu, com dor no peito, mas sabendo que Arthur entenderia.

— Minha mãe morreu quando eu era pequeno. Eu não lembro de muita coisa, mas meu pai não gosta de falar sobre isso.

Arthur, sem hesitar, abraçou Simon.

— Você pode fazer parte da minha família.

E agora, o abraço trouxe um sorriso.

Agora a gente também tem um amigo em comum, o JP. Nem sei por que ele é amigo do Luiz, ele não é como eles.

— Imagina se um dia a Layla se revoltar contra Íris? — JP sugere.

Simon adorava o beicinho que Arthur fazia enquanto pensava.

— Mas a Layla gosta tanto da Íris, acho que ela não iria acreditar.

JP deu de ombros.

— Se eu fosse a Layla, eu faria isso.

Simon também gostava do momento que o beiço se tornava um sorriso.

Meus colegas são uns babacas sobre ele. E eu não gosto disso.

Simon, pela primeira vez em sua velha infância, tinha ido ter uma conversa com a professora. E com o Luiz, o que tornava tudo pior.

— Mas ele chamou o Arthur de bicha. — Simon apertava o novo roxo em seu braço.

O sorriso encapetado de Luiz ardia o couro cabeludo de Simon.

— Eu vou fazer o quê? É a verdade.

A prof. Juju, que, nesse momento, só queria ir para casa, apertou o ossinho entre as sobrancelhas com força, esperando que a dor acalmasse a enxaqueca.

— Simon, só pede desculpas pro seu amiguinho, não é tão difícil.

O desgosto era palpável em sua fala:

— Desculpa. — Ele disse, enquanto uma ideia curvava um sorriso em sua boca. — Eu devia ter socado a boca, talvez calasse ela da próxima vez.

A professora ficou tão em choque que nem dipirona faria melhor efeito anestésico.

Ele é a minha pessoa favorita, realmente.

E eu fiz uma promessa. Eu disse que ia ser sempre a gente, e vai ser, eu tenho certeza.

O pai agora sorria, orgulhoso, enquanto recebia um xeque-mate do filho.


ferfig
ferfig

Creator

Oi oi!!! Finalmente postando hehehe

Episódio inspirado na musica da divonica Clarice Falcão (De Todos Os Loucos Do Mundo (lembrando que tem uma playlist, link no banner)

E avisando que pretendo deixar uns episódios programados (talvez pra quinta?), porque terceirão sucks (vou estar LOTADO de matéria trabalho prova etc etc)

obrigado a todos, todas, todas que tão acompanhando

loveuall <3

#BnL

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Joice
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Amei muito. Quero mais....

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Arthur e Simon temem viver a vida sem nenhum amigo. Arthur é conhecido por sua esquisitice, seus insetos e suas pulseiras. Simon nem conhecido é. Quando, aos 8 anos, eles se encontram, percebem que a companhia um do outro é mais do que o suficiente e, ainda mais, do que ambos poderiam pedir.
– É sempre a gente.
– E os insetos.
– Realmente.

(tem uma playlist também!!! link no banner)
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