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Momento Mellowick, Ato 1 — Uma Expedição Explosiva!

9 - Contra Ataque Jurídico

9 - Contra Ataque Jurídico

Apr 07, 2025

Dentro do salão de Argienol, Martin encarava uma mariposa pelo ar — invejando a sua liberdade. Ele estava um tanto entediado. Mas o julgamento prosseguia.

— Oras, mas isso é bem simples, senhorita Mocha! — então exclamou Jean, a defesa, cuja presença Martin já havia esquecido. — O testemunho de Pirlo é simplesmente falso, apenas isso. Na minha companhia há algumas outras testemunhas, também por perto quando tudo aconteceu, e quanto ao recibo, meu cliente refere-se a posse do dinheiro de outra maneira. Se me permite, quero que chamem o povoado da igreja!

 Com a permissão concedida, um jovem rapaz agora entrava em cena, vestindo um terno marrom e com um estojo de instrumento nas costas. Junto dele, vieram também outros cincos jovens moços, todos em ternos e também instrumentados, carregando consigo outros cinco estojos de formatos esquisitos. Aparentemente, eram da banda da Capela.

— Diga-nos, senhor Joás, dos músicos da capela dos Santos Mártires. Qual a sua versão sobre o incidente daquela manhã? Vocês também estavam na cena, pelo que ouvi da patrulha anfíbia, certo? — Jean o disse num tom elegante.

— B, Bem sim... — respondeu esse. — Acontece que estávamos a caminho da capela naquela hora, quando acabamos cruzando com o réu e a vítima. Ambos pareciam muito irritados um com o outro, falando sobre algum tipo de calote, dividas e coisas assim. Meio hesitantes de cruzar a rua daquele jeito, ficamos assistindo a discussão por um tempo, até que o réu começou um discurso, na qual ele acusou a vítima de ter feito uma porção de dividas no nome dele. Foi nessa hora que as coisas saíram do controle.

— Certo, Certo! — disse Jean. — Agora, com muita calma, peço-lhe que nos diga: o que exatamente aconteceu naquele momento?

— Foi ali que o senhor Pirlo... Perdeu a linha. Estava muito fora de si, e enfurecido ele foi muito rude tanto conosco quanto com o réu, e admitiu mesmo que havia feito as tais dívidas no nome do réu; um valor absurdo. Daí para frente a discussão tornou-se uma briga, e a vítima tentou arremessar uma garrafa de vidro contra o réu. No entanto, ele em momento algum tentou sacar sua lâmina ou ferir os jardineiros. Embora, de fato, ele tenha chutado alguma coisa que os grudou no chão. Dali, o réu tomou-lhe um punhado de moedas e foi embora, enquanto tanto a vítima quanto seus subordinados permaneceram colados no chão. Todos aqui comigo também estavam lá naquela manhã, assim como os jovens na companhia de Pirlo, apesar de que eles parecem ter... Visto errado ou coisa assim? Mas isso é mesmo tudo que tenho a dizer, senhor Jean.

— Esplêndido. Muito obrigado senhores. Creio ser evidente que, nessa corte, temos aqui uma discordância entre a veracidade das testemunhas. Mas devo dizer que mesmo tendo a maior quantidade, não me arriscaria trazê-las até aqui sem uma carta extra. Senhor Pirlo, de acordo com a sua testemunha, vocês acabaram "cortados" pelo meu cliente, não é? — perguntou Jean.

— Oh sim, picotados. — Pirlo confirmou descaradamente.

— Ah é? Que pesadelo. Mas creio que tenhamos um problema então, pois, na autópsia feita com o boletim de ocorrência; engavetado pela própria guarda anfíbia, diz que não houve quaisquer injúrias em vocês, e olha que o resgate foi feito pela guarda em pessoa. Como você, a vítima, explicaria isso, senhor Pirlo? — Jean questionou com um sorriso mais que presunçoso, e sua sentença causava agitação na corte.

— Oras, nós somos os valentes Jardineiros! Saramos rápidos das feridas no decorrer daquele dia, por isso a autópsia não foi capaz de aponta-las, ué.

— Hum. Está certo. Mas então! Como dito pela nossa testemunha, de fato havia uma dívida entre o senhor e meu cliente, mas não me lembro de tê-lo ouvido falar sobre ela ainda, estou certo? Não poderia esse ser o suposto motivo do que afirma ter sido um furto, senhor Pirlo?

— Protesto! — exclamou Mocha. — Independente da motivação, esse dinheiro ainda foi tomado do senhor Pirlo! Isso conta como furto de um jeito ou de outro, como garante que a quantia roubada cobria exatamente essa dívida, por exemplo? Podia ser qualquer quantia, assim como podia ser qualquer infração! Crime algum se justifica com um pretexto hediondo desses!

Jean aceitou o desafio de bom grado.

— Que bom que perguntou, minha cara Mocha. — disse a defesa. — Mas saiba que não será a última a apontar números por aqui. Como consta nesse recibo, trazido pela própria promotoria, o senhor Pirlo havia recebido dezenove. Exatas dezenove moedas, não estou certo?

— Certamente. Essa foi a quantia exata. — respondia a promotora, suspeita com esse levantamento.

— Então eu presumo que essa também foi à quantia furtada de seu cliente, naquele mesmo dia, estou certo? — perguntou Jean com um tom mais grosso.

— E, Está sim. — respondeu ela hesitantemente.

 Assim como as conversas paralelas da corte, o sorriso de Pirlo lentamente desaparecia, ao que se tornava mais e mais nervoso. Percebendo o rumo das coisas, Martin o encarava de volta devolvendo um sorriso maligno conforme o velho homem suava a sua testa flácida.  

— Muito bem. — disse Jean. — Vou precisar de uma outra testemunha então, se me permitem. Trago aqui alguém que conhece bem tanto o meu quanto o seu cliente. Chamo a corte agora, o senhor Willuru, proprietário da taverna onde essa tal dívida fora feita.

 Ao chamado, dessa vez entrou em cena um pacato senhor de idade, que corcunda caminhava lentamente através da porta do grande salão, vestido num avental preto de seda por cima de uma simples camisa branca. Ele tinha uma longa barba e vestia também um chapéu cilíndrico, levando na mão esquerda uma carismática bengala.

— Boa tarde! — ele dizia com uma rouca voz, e com o auxílio de alguns cavaleiros finalmente alcançava as escadinhas que levavam até o centro do pátio. Então se sentou.  

— Muito boa tarde, meu bom senhor! — replicava a defesa. — Poderia nos explicar, por favor, um pouco mais sobre essa tal dívida entre os dois?

— Ah vejamos... Sim, claro! Pois sim, é que na minha taverna eu costumo mesmo abrir conta aos meus clientes, sabe? E o jovem Martin é um dos meus melhores clientes, e sempre aparece quando tem a chance, apesar de ser um viajante. Acontece que, certo dia, aquele homem, Pirlo, me apareceu pedindo bebidas na conta do rapaz, e eu estranhado fui pergunta-lo do por que. Disse que eram amigos próximos, e que já tinha até vindo com ele antes. Bem, acontece que eu também já sou de idade, e não sou mais muito bom de memória, então acabei confiando no homem, e assim ele bebeu por muitos dias, endividando-se sempre no nome desse rapaz.

— Tenho uma objeção! — intervinha a promotoria. — Como pode dizer que o senhor Pirlo comprou, mesmo, no nome do réu se o senhor sequer lembrava se tinha o visto antes na taverna? Com todo respeito, mas podemos mesmo confiar na sua memória, senhor Willuru? — explicou ela.

— Pois sim, sim, minha pequena. Foi por conta disso que eu decidi anotar as dívidas do senhor Pirlo por fora das do jovem Martin por precaução. Além disso, antes de me tornar um taverneiro, costumava viajar pelo mundo pintando, sabe? E nos últimos tempos, como um hobbie, eu passei a pintar um retrato para cada cliente que me devia enquanto ainda estavam bêbados, para que assim eu não me esquecesse deles. Talvez seja por isso que também não o reconhecia antes, mas eu tenho aqui comigo um retrato dele, ao lado da caderneta de dívidas, vê?

A defesa bateu palmas. — Oh sim! Vemos sim, senhor Willuru. Mas quanto a dívida separada de Pirlo, quanto é que esse homem devia no nome do meu cliente? Com precisão por gentileza. — então disse Jean, e inclinou-se para trás com a cabeça.

— Pois sim, vejamos, eram vinte e uma moedas de ouro, sim. Esse Pirlo costumava beber muito com os seus subordinados todos os dias. — disse o senhor Willuru.

 Dito isso, na bancada das testemunhas, algo de muito estranho parecia atingir Pirlo e seus subordinados, que agora encontravam-se nervosos e bem espantados.

— Muito bem, muito bem. Então o senhor Pirlo devia exatas 21 moedas de ouro ao meu cliente, certo? Agora... SENHORITA MOCHA! — exclamava Jean, quando, por algum motivo, ele apontou subitamente para a promotora; que tomou um baita susto. — LEMBRE-ME MAIS UMA VEZ, QUANTAS MOEDAS FORAM FURTADAS DE SEU CLIENTE?

— D, Dezenove delas. — agitada, Mocha exclamou de volta, e só então sacou a sagaz jogada da defesa. — Ai não... — então murmurou baixinho.   

— Quem é esse baixinho louco?! — Martin adicionou por acaso.

— GOAL! — então exclamou a defesa, com muita energia. — Quer dizer que o seu cliente, o Senhor Pirlo, endividou em nome do meu cliente um total de vinte e uma moedas de ouro, e mesmo assim só lhe foram tomadas dezenove, HUH?! Além do falso-testemunho e a forma violenta que tratou o réu, a quem devia, quer me dizer que o senhor Pirlo, mesmo depois de perder suas moedas, SEQUER CHEGOU A QUITAR SUA DIVIDA COM O MEU CLIENTE?! DIGA-ME. SE FOMOS FALAR, REALMENTE, DE HONESTIDADE, COMO ALGUÉM PODE CONSIDERAR ISSO COMO UM CRIME DE FURTO, SENHORITA MOCHA?!

Os múrmuros do público aumentaram de tom, e todos reagiam à energia de Pierre.

— Veja bem! — Mocha tentou dizer. — Ele pode ter... Digo. Talvez é que!  

— Não, minha querida Mocha! É o bastante! — exclamou ele, e assim concordava o júri. — A acusação do senhor Pirlo será invalidada pela corte, sendo mais que evidente que esse ocorrido não se encaixa como um crime de furto, mas sim como uma cobrança pessoal. Tais conflitos triviais não dividem espaço nessa corte, e por isso não cabe mais a nós os julgarmos. No entanto, o testemunho de Pirlo pareceu-me realmente falso, e por isso esse terá de resolver algumas coisas conosco antes de ir. O que pensa, meu meritíssimo?

— Não poderia agregar nada. O senhor Pierre tem a razão, e o júri está de acordo. Por agora, levem o senhor Pirlo. Ele responderá pelo falso-testemunho, e o caso está encerrado.

— Como é?! — exclamou Pirlo, boquiaberto, ao que guardas e cavaleiros se aproximavam dele com algemas. — Ei, vão com calma! Isso é um absurdo! Justo eu, um Jardineiro?! Como podem achar que eu mentiria, ei, não, ESPERA! 

Eles o levaram da corte, e o restante das testemunhas saíram de fininho.

Martin ainda estava processando a situação.

— Mas que tipo de advogado é esse...? — pensou este. — Eu não precisei dizer nem meia-palavra e ele já me livrou dessa. Que medo.  

Derrotada, Mocha limpava a garganta; determinada a vencer o próximo round.

— Está certo... Sendo assim, vamos para a segunda acusação, então! — disse ela. —Damos início agora ao segundo caso de furto, dessa vez a uma barraca artesanal, no mesmo dia, mesma hora. Nossa testemunha é o dono do negócio, que alegou ter pego o réu no flagra! Trago a corte o senhor Tolfuro! Deixem-no entrar!

 Agora, outro senhor de idade adentrava o salão. Este era pequeno, bem pequeno, e entrava trajando um grande manto roxo e uma pochete na cintura, pisando forte no chão com suas estranhas sapatilhas negras de solas rígidas. Bem mais ágil e saudável que o senhor Willuru, ele sem delongas alcança o centro do salão, zangado e cheio de energia, dando um salto no pequeno banquinho onde rapidamente se sentava.

— Pois bem, senhor Tolfuro. Poderia nos contar como, exatamente, aconteceu o tal furto da garrafa? — então disse a promotora.

— Muito bem, senhorita. Isso tudo aconteceu ontem bem cedo pela manhã, quando estava preparando as mercadorias para abrir a barraca, por volta das quatro da matina. As garrafas estavam todas estocadas num caixote, quando eu saia com meu carrinho até a Praça de Antimônia, pronto para começar as atividades do dia.

— O senhor diz mesmo às quatro da manhã, senhor Tolfuro? — então perguntou a defesa, parecendo um tanto disperso.

— Sim, as quatro em ponto! É o horário que sempre saio de casa. — respondeu o velho homem. — Por quê? Está duvidando de mim?!

— Defesa! — então pôs o Juiz. — Deixe que a testemunha termine seu depoimento primeiro. Estamos fartos de interrupções.

— Está certo meritíssimo. Meus perdões. Por favor, prossigam com a promotoria.

O senhor Tolfuro ajeitava sua gravata borboleta. — Ah, claro! — ele disse. — Bom, tudo aconteceu quando eu estava de saída, naquela mesma manhã, quando percebi que estava sem as chaves de casa. Eu estava saindo com os caixotes, mas, sem outra opção, deixei eles ali mesmo, na entrada da casa, e fui depressa procurar pelas chaves. Mas então! Enquanto eu as apanhava na estante, ouvi uma correria danada fora de casa; tudo seguido de um estrondo de tábuas caindo. Eu voltei o mais rápido que pude, pra checar a minha mercadoria, mas, bom! Já era tarde demais, né?! O caixote, de alguma forma, estava sem as tábuas do lado, como se tivessem desparafusado a coisa, e duas garrafas estavam faltando. Eu me atrasei pra ajeitar novos caixotes e, quando finalmente cheguei ao trabalho, abri minha pequena barraca e comecei a trabalhar. Daí, o que acontece? Oh céus, céus. A guarda anfíbia entra em perseguição contra o réu, causando um alvoroço entre os estandes da feira. Eu me escondi debaixo da tenda, e o réu, na tentativa de se esconder também, logo apareceu por lá. Ele carregava uma garrafa de vinho, e foi muito gentil. Até me ofereceu um pouco! O problema, mesmo, foi quando eu chequei o rótulo da garrafa e vi que era O MEU!!! Vinho! Edição especial!!! Uma das garrafas que eu mesmo preparei, e que já tinha perdido logo de manhã! Quem mais poderia ter roubado? O réu diz que foi por acaso, mas eu interpreto isso como uma justiça divina! O mundo trouxe o meu vinho de volta, e eu estou trazendo um criminoso à justiça, para retribuir o favor!

Mocha deu um suspiro orgulhoso. — Concordo plenamente, senhor Tolfuro! — disse.

— Quatro da manhã, né? — Jean murmurava.

— E então, a defesa tem algo a dizer?

Jean pensava, cuidadosamente, enquanto o júri discutia em bom tom.

— Ah! Bom que perguntou, senhorita Mocha! — replicou ele com um sorriso. — Gostaria de saber, já que não há provas suficientes para confirmar a culpa de meu cliente, se vocês possuem alguma testemunha extra para complementar essa versão. Além disso, existe mais alguma evidência dessa suposta identificação do crime? — perguntava a defesa.

— Que bom que perguntou! Senhor Jean. — Mocha replicava com um presunçoso sorriso. — Mas além do testemunho da vítima, contamos também com a presença do delegado de Lackworth, responsável por toda a região, e que também esteve presente durante o incidente. Traga a segunda testemunha, o delegado Toni, por favor!

 Agora, aquele estranho e misterioso homem de ontem, vestindo um terno negro e de pele escura, entrara novamente em cena. Toni vinha agora com uma capa azul que se enrolava em seu pescoço feito um grande cachecol, e não trazia consigo nenhum subordinado, exceto por seu fiel e grande anfíbio azul, de nome "Hoko”, e que seguia-o em pequenos e pesados saltos, sendo guiado através do salão por uma coleira. 

Por puro instinto, Martin teve a meia-impressão de que isso não acabaria bem.

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#Sliceoflife #aventura #Misterio #shonen #Fantasia #comedia #BR #novel

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